sexta-feira, 25 de abril de 2025

Ventos políticos

O que sopra ô ar em vários,
Quadros lados de um cômodo
Parece Leminski de Camões.

Meu pensar é diferente, inocente
Não sê agrada quem sente.
Também não se tem expressante

Chega a ser de fato repugnante.
Época quando um país não sofria
O mal estar de uma língua indecente.

Quem diz sobre tudo isso?
A não ser por nós o representante
Ou a cabeça da serpente, que observo!

Marcelo Cardoso Nascimento.


quinta-feira, 24 de abril de 2025

Relevância ou desejo?

Todos se cobrem de flores?
Querem o uniforme da morte?
Não pensam mesmo que seja a Ester?
Qual para eles é o norte?

Não faz diferença alguma?
A história só vai piorar?
Sim só vai, de alguma forma.
Não importa o que pensar.

Estamos fadados, a só observar
O que poderemos fazer?
Nada eu vejo, a não ser deixar
O que vai acontecer.

O mundo bateu cabeça, não sabe
Onde ele mesmo vai acabar.
É tudo uma história onde?
Ou onde ele deseja estar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Um por um.

Pensamentos irrisórios vem a mente
Abstratos de uma consciência 
Perdida entre várias demências
Borrões de uma vaga decência.

Assim caminha a minha humanidade
Sem saber entro o que aconteceu
Ou o que eu fiz sem deliberidade
Acarretando tudo que padeceu.

Morta como sempre, não tem distinção
É tudo o que tenho por dentro
Seja uma mera afeição
Ou um sentimento.

Mas me sinto bem, não nego.
Porque não me importo com ninguém
Seja no céu ou no abismo
Só vivo ao desdém de aquém.

Marcelo Cardoso Nascimento.

Mudança necessária?

Se me pergunto sobre algo?
Sim, sobre o dia á dia.
Um por vez, sem descaso
Pensativo no momento sempre que tardia.

Em meio esse mar, que sempre volta
Ás ondas pro mesmo ponto.
Parece tudo que me devasta
Sempre o mesmo ciclo.

Mas mesmo assim quero algo
Que seja conciso e diferente
É necessário romper o galgo
De cada dia intermitente.

Mesmo que só seja o caminho
Não me importo mais.
Há solidão é atraente no mundo
Onde algo dito foi jamais.

Marcelo Cardoso Nascimento.

Sobre ás águas de vidro

Sempre parece a mesma coisa
E sempre é a mesma ironia.
Me cansei de tudo dessa fossa
Desejo seguir a minha sintonia.

Não me importa o que ficar para traz
Seja várias vidas, ou algum desdém
Não me importo, com o que jás
No momento esquecido porém.

Há sempre aquela luz no fim
De um túnel que saída não tem
Só a lembrança de um assim
Onde nada é o que na vida vem.

Se tudo girava sobre o ódio?
Sim, mas fazer o que?
Nem todo amor e sódio,
E toda vida passa igual decalque.

Marcelo Cardoso Nascimento.

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

O tempo cura

Nem todo coração ferido pode
Dizer seguro de cura em si
Ele só tenta o que lhe tende
Algo que não esteja em sê.

Mesmo que ele reconheça
Toda dor de erro, mesmo que for
Qual a diferença em ter esperança 
Se nada vai ajuda-lo mesmo no ardor.

Amar e tão singelo, e tratado como
Algo que não estamos sofrendo.
Mas estamos sofrendo de medo
Por não ter um encontro.

Mudamos o mundo em flores
Temos medos, sinceramente
São só algumas preces
Que jamais se tornarão presente.

Marcelo Cardoso Nascimento.




terça-feira, 15 de outubro de 2024

Minhas visitas

Nada me muda, não importa o branco
É só novas telas que pinto
Posso ser a pior pessoa no elenco.
Às que não vai de absinto.

Eu aprendi amar, da mesma forma
Que tu sumiu, de repente.
Eu choro todos os dias da mesma
Forma que eu me  sinto demente.

Eu posso amar o mundo.
Mas não sou jesus, sinto falta.
Faltou á bomba de novo
É quem me controla.

Eu sou que sou, só me falta.
A minha própria falta de descanso.
Às penso se é contigo á demanda
Aí vejo que e só comigo.

Marcelo Cardoso Nascimento.



quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Saber o que se sente!

Arranquei minhas asas
Eu não vejo mais a vida.
Onde é o eterno às graças?
Eu não sei de mais nada.

Você sabe tudo de mim
Até na minha dor sem fim.
É brincadeira todo dia
Não se importa com a empatia.

Eu vivi por você. Não a nada
Que diga eu te odeio...
Eu perdi minhas asas,
Só pra te amar.

Eu tenho olhos ardendes todos os dias
Parece pimenta lambida do prato.
E mesmo assim eu vou chorar 
Coração não sente o que tá no peito!

Marcelo Cardoso Nascimento.


sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Eu me sinto errado.

Eu posso contar a lágrima que cai
Eu não sei mais um jeito de morrer.
Eu não sei mais o que me destrai 
Eu não lembro ser chamado de senhor.

Eu vejo lágrimas entre whiskys
Eu só vejo minha vida se esvaziar
Eu vejo todos os dias, mondeys
Eu vejo cada dia uma derrota.

Marcelo Cardoso Nascimento 

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

O lírio em alto mar

O lírio floreia, onde quer que for
Eu não sei onde está a rosa
O que diz o antúrio á sua dor
Ninguém sabe qual semente seja.

Toda rosa que eu vivi um dia
Foi pleno plantio, vida verdadeira
Brotando como uma filha tardia
Sedenta por sua própria vida.

Como um vendaval veio a noite
Dizendo vários tisunames
Destruindo toda minha mente
Vindo como vários peixes.

Me destruiu o muro das rebentações 
Hoje não sei se sou flor ou se mar
Vivo tristeza em reflexões
Sem saber o que sonhar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 3 de agosto de 2024

Será uma questão?

Será que eu desisti de mim mesmo
Será que me entreguei ao fundo poço
Será que não sei mais o que desejo
Será possível um dia construir um desejo
Será que um dia me livrarei dessa dualidade
Será que uma hora eu viva a intensidade
Será que morra em mim á insanidade
Será eterna dentro da minha individualidade
Será tudo que eu tenho dentro de meu coração
Será minha mente me pregando a desilusão
Será meu coração em plena confusão 
Será toda essa falta de percepção 
Será meus gritos em agonia
Será meu desespero em armonia
Será que com essa falta de empatia
Será que não sinto mais simpatia
Será tudo isso apenas meu ser?


terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Lembrança

A tristeza e relembrar de tudo
Que era lindo e se foi.
A tristeza é pesar na alma o
Imo que agora se dói.

Não há alegria no olhar vago
Que a tristeza interra.
Não há sorriso disfarçado
Que o coração almeja.

Sem a importância de um ser
Só resta a irrelevância da vida.
Que por mais que pareça ter,
Amor, está por toda vazia.

Quando me vejo penso
O quanto em ti, me arrependo.
Pois de eu não me esqueço
Nem mesmo por um arpejo.

Marcelo Cardoso Nascimento. 




segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Ao caminhar.

Quem me tornará mais forte
Se não na ansiedade de tua dor
a minha lágrima derramas-te
Ao teu chorar em clamor.

Eu não sei o quanto e grande
A dor que sentes presente
Dentro de teu peito ardente
Feito pétala insinuante.

Mas quero que no meu ar
Durma a respirar encanto
Como criança a ninar
O teu simples acalento.

Em mim todo destino
És vivido em sentir-ti
Meu traçado meu caminho
Onde não a medo só o sorrir.

Marcelo Cardoso Nascimento.



terça-feira, 24 de outubro de 2023

Íntimo

Por vários caminhos eu andei
Até chegar de onde eu estava perdido
E nesta calmaria que um dia sonhei
Por ela encontrei meu pequeno imo.

Então surpreendentemente
O imo petrificado aos poucos
Foi se transformando até que
Ouvi seus primeiros batimentos.

O que era frio, gélido e triste
Agora bate, grita, desabafa
Então o meu amor se fez presente
Onde apenas o silêncio imperava. 

Mas quando percebi no fim
O inverno veio devastador 
E me perdi no gélido ardor
E não me aqueci no calor, do teu amor por mim.

Marcelo Cardoso Nascimento.
Thayssa Freitas Soares.





sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Todas ás palavras.

Cada momento em que a noite cai
Eu vejo tudo o que eu mais,
Tinha era simples em te dizer
Të dua shumë dashuria ime.

Cada dia que se esvai ao relento
Ás lágrimas vão caindo em um lago
Que se torna tão denso como
Ich sage, ich liebe dich.

Mas tenho há ampulheta do tempo,
Pra dizer, mon amour pour toi
Na qual uso pra guardar aqui dentro
Tudo que meu coração é!

Ele é apenas você e nada mais
Che il mio amore per te.
Estás são todas ás quais
Palavras que quero lhe dizer sempre.

I love you with all my heart, I hope one day to make you happy forever!

Marcelo Cardoso Nascimento.












terça-feira, 27 de junho de 2023

Volta logo por favor

Quem sou eu?
Eu não sei 
Só quem sabe é Deus
E fico feliz.

Pode não perceber
Mas eu acredito no salmo
Que está ao meu lado sem perceber
Mesmo que minha alma perecer.

E que vida eu tenho?
Já não e nenhuma
Por favor toma meu tempo
E não deixa

Nenhuma vida desamparada
Eu oro por todos
Por favor, toma tudo que é tua
Por nós todos.

Eu sou um pecador
Mas eu te peço, não tarda mais a hora
Eu já não suporto a dor 
Que essa volta demora.

Marcelo Cardoso Nascimento.



quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Meu caminhar

Meu caminhar arrastado me leva
As dunas do deserto onde
Minhas pegadas fazem poeira
Deixando somente o semblante.

Cansado de si mesmo
Perplexo com às correntes
Que derramam esse sangue negro
Que mal toca os dentes.

E preciso partir para um novo
Destino criar sem poder
Olhar o próprio passado
E criar um propósito entender.

Um limítrofe destino
Algo que que meus pés
Cansados querem alento
Descansar neste oases.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 5 de novembro de 2022

Nas paredes e arranha céus

Eu vejo meu beija flor
Pousar no encanto
Desse arpoador
De céu fogo e finito.

Trazendo com amor 
Toda vida de um vento
Na tarde em flor
Na alegria de pensamento.

Acalenta a calma 
Que de tanto bater asas
Faz flutuar a alma
Nas brasas de brisas.

Beija flor que  no beijo
Despetala a flor viva
Que no ímpeto desejo
Se torna fruta.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Riso e paz.

Me diga como a lua está
Que eu te direi onde você irá brilhar
Eclipsando o meu sol continuará
A minha sombra vagar.

Caminhando em rompantes
Será teu singelo riso
Dia a dia serás á consternante
Paz que cura o abismo.

May time be infinite, 
when I slowly hold your hand.
Every night I see her,
beside the moon's reflection.

Caminhamos juntos
Dia ou noite em estações
Criando nossos anos
Dentro de nossas emoções.

Marcelo Cardoso Nascimento.









quarta-feira, 22 de junho de 2022

Constructo de meu ser

Nunca parei para refletir os pontos
Que leva a vida sem destreza.
Apenas vivi os meus sonhos
Inalcançáveis pela minha avareza.

Não quero deixar de ser culpado
Da minha falta de constructo interno.
Em correlacionar meu futuro
E me desenvolver por completo.

Não quero ser um filósofo
Mas quero deixar meus pensamentos.
E não meus sentimentos
Dentro deste ser subnutrido.

Então trabalho em mim
A razão dos meus olhares.
Tendo em mim um fim
Dentro dos meus desastres.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Agosto

All need time surfering,
Going to the dephts of the sea.
Olhando para nós mesmos
Sempre com a solidão interior
Todos nós hoje mergulhamos
Onde as ondas encontram o nosso pior.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

A fragilidade do mar.

A verdade dói tanto que não
Sinto mais o que penso.
Perdi todo o ar de meu pulmão
Todo o meu sentido.

Porque o abandono corrói
Em silêncio como areia na praia.
Sinto que todo eco na concha rói
A vida que se aos pouco se desata.

Não percebo, mas não há
Mais confiança no mundo.
Todo medo que acontecerá
Já vira pensamento finito.

Se puro és, sempre quebrantado.
Não há mais verdade que resista
A corrosão, e porque eu sinto isso?
Como uma vida Frágil em concha.

Marcelo Cardoso Nascimento. 



domingo, 30 de janeiro de 2022

Eu não sou suficiente.

Se todas minhas palavras
Pudessem ser ditas eu
Seira feliz apenas 
Uma única vez, tentei eu.

Não me importa mundo
Mas agradeço pelo que aconteceu 
Sou grato gatinha, por tudo
Obrigado por tudo que você me deu.

Você devolveu o que muito eu não
Sentia mesmo nessa vida
Mesmo que eu nessas ruas então
Perdi só ainda decência. 

Eu agradeço muito obrigado.
Eu quis ser feliz mas não pude
Mas fico feliz por o simpático 
E triste mas não fui suficiente.

Marcelo Cardoso Nascimento.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Abro meus olhos.

Ao lacunar um vazio eterno
Receio-me por um sentimento
Entre tanto perco-me onde
Toda abstinência evidente
Aflige minha percepção.

Fico pensando em todo
Amor que me falta em ti.
Recrio novos sorrisos
Nesse turbilhão eu senti
Em você a calmaria de um vento.
You are the reason for my light.

Recriando cada dia
Interludio sincero de alegria
O inconsciente ao ter sua companhia
Sorrindo ao meu lado.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Dezembro

Desabrocho mas não me
Entendo entre zum zum
Zunidos zumbidos
Encontro-me aos poucos
Minimamente infimia
Beijando com o vento
Rodapés escadas 
Observando minhas pétalas po chão. 

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 12 de setembro de 2021

leva minh'alma!

Já passei desta hora.
O mundo se tornou singular
Terra de guerra por vontade tomada
És a hora de zarpar.

Sei que está tudo escrito
A tribulação não é leve e não vai passar
Mas além que isso te sigo
Até os lugares que me mandar chegar.

Senhor eu já contei contigo
Não preciso pedir mais nada
Mas sei que o senhor é ambíguo 
E benevolente como a graça.

Que me deu e por isso sou grato
Vida que sempre foi de amor
O seu olhar amor castanho
Sempre me deu perdão e amor.

Marcelo Cardoso Nascimento. 

Minha vida passa sem saber quem eu sou, mas agradeço por tudo!

Eu posso não aguentar mais meus ossos
Mas não desisto se for devorado
Sozinho nunca chegarei em teus olhos
Mesmo que tudo seja a tribulação.

Eu não quero mais me negar
Eu quero ser teu o meu Deus!
Mesmo que que eh não possa pensar
Me torne um dos teus.

Mesmo que o diabo venha me corromper
Por favor traga-me de volta
Eu lhe suplico tendo que me arrepender
E eu não quero isso como uma revolta.

Finalmente eu vejo o seu caminhar
E pelo seus caminhos eu quero andar
Peço que me guie ao sonhar
Com a cidade santa a resplandecer.

Marcelo Cardoso Nascimento.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

O que eu diria de um arroz?

Eu espero o arroz ficar pronto
Eu não sei mais quem sou
Por favor me derrote depois desse ponto
Não quero ser mais quem sou.

Me ajude por favor! eu desisto!
De ser quem é minha vida!
Eu sei que estou quebrado
E não vejo esperança. 

Alguém me ajude!
Eu me perdi de fato onde vou
Eu não sei mais a onde
Eu posso encontrar meu eu.

Eu estou quebrado.
Só tenho preocupações
Dor é mais desalento
Comigo mesmo não tenho mais emoções. 

Marcelo Cardoso Nascimento.




terça-feira, 22 de setembro de 2020

luzivana

Lisonjeado com toda 
Última palavra entre
Zelo que veio
Imaginava toda minha
Vida que hoje era sem
Ânimo de sentido
Nas caravelas
Almejantes de todas estrelas. 

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Retornei graças a você.

Eu não sei o que mais dizer,
Mas me sinto muito bem
Sinto a paixão novamente
Mesmo que seja um porém.

E um mundo extremamente dividido
Eu não sei mais o que pensar
Eu estou bem, me sinto
Pleno pela primeira vez sem me questionar.

Eu estou feliz por um pouco 
De tempo que tenho ao teu,
Você me devolveu o desejo
De poder ser apenas eu.

Me despertou toda paixão 
Todo desejo de ser algo maior.
Algo que espero de coração,
Ser além de tudo o que sou de pior.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 13 de junho de 2020

A Borboleta.

Sabe quem eu sou?
A pessoa mais indigna de tudo
A pessoa que nunca desejou
Eu só vejo algo emblemático. 

Algo que nunca vai mudar 
Nem que eu fosse uma borboleta
E tivesse o poder de me trastonar
Nada seria uma simples revoada.

Eu sempre quis poder sair por ai
Mesmo que fosse evil to.
Eu queria ser, uma vidrália
Para só parar, bater e pó. 

Eu só tenho tristezas borboleta
Quem me dera ser uma mariposa
Me deixe um dia, voar com escala
Como um única borboleta.

Marcelo Cardoso Nascimento.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Mano de zuera? SQN!

I mano deu ruim, quem eu vou trocar ideia?
Grave do oficio que bate entre a gente
Orgulho que a gente tem e sempre foi preciso
Rir era necessário dividindo aquele fone
Aumenta esse pisante de caminho
Liberado de toda pressão quando flutuante
Brincando de ser gente grande no seu destino
Imagino você igualmente ouro demente
Não queira me acompanhar, meu amigo
Onde toda favela nos levar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Mais uma página triste

Eu não tenho desejo e fazer o que fiz
Eu realmente te entreguei meu coração
Mas você queimou tudo no que si diz
Em instintos carnais.

Não foi culpa minha, mas eu tentei
De versas vezes te dizer que eu estava
Com fome de algo com enfeite
Mesmo que não Aconteça.

Ainda sim meus monstros
Serão vivos mesmo depois de mortos
Não há datas como os destroços
Desta noite porque eu estou em cacos.

Marcelo Cardoso Nascimento.


quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Às 4:35

Quando senti toda aquela dor
Eu não podia imaginar que
Resquícios de ontem iam sobrepor
Toda minha noite.

Tive que parar de sonhar por uma hora
Não quero que isto aconteça mais.
Me desculpe se já não há,
Instintos animais.

Creio que em fim passou
Como relâmpago que derrepente
Deixa somente o vento que soprou
Toda minha vida ardente.

Pode me chamar ao fechar os olhos
Mas não te responderei mais
Porque em meus desejos
Na minha mente já não desejam mais.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Julho

Já tive essa sensação de que
Um anjo nasceu aqui na terra
Letra boa essa do seu nome
Honestamente eu nem sei
O que se diz idade.

Marcelo Cardoso Nascimento.

Junho

Jamais tive emoções como
Um sonho que na verdade
Nunca deixou de existir
Hoje ou neste mundo
Onde nada vem a desistir.

Marcelo Cardoso Nascimento.

Páginas novas

Às páginas de um livro antigo
Agora viradas em uma capa final
Toda liberdade de um novo começo
Fazem essa história crucial.

Ter novos, talvez belos caminhos
Na mesma praça onde histórias
Já se transformaram em contos
Os pensamentos já se tornam passadas.

De um novo caminho a percorrer
Onde uma nova capa se abre
Criador de um novo papel a escrever
Vejo possíveis futuros que.

Um dia eu almejei ter e que
Hoje escolho um para sobrepor
Tudo que já escrito foi de um ser
Que no final de tudo já não tem mais dor.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

0ps!

Ops! Onde eu vim parar?
Eu não estou vendo uma saída
Esse caminho e complexo até matar
Eu escutei pessoa morta

Mas eu andei sem Vitória
Minha vida se foi por Gliger
Mas tive reviver por chicória
Ops! Estou entre goblins na ilha?

Onde eu vim parar? Que isso?
Só quero voltar pra casa
Alguém me tire deste pesadelo
Eu não posso parar tão longe da cratera.

Minha vida e frágil como vidro
Mas quer saber eu tenho donkeie
Minha Kong igual Mario
Sempre quando não sei o quê!

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Orgulhosa

Já tive palavras  que não foram de nada
Eu só vejo cada dia que passa o tempo
Passando mais rápido, igual fumaça
Porque tempo eu não mais tenho.

A única palavra foi The God
Yes I run after everything You told me to run
I needn't say that the great lord you always went
Mesmo que meu caminho seja fraco, sem um
Lugar pra chamar de send from

Eu agradeço por ter correio postal
Mesmo que eu não tenha lugar
Onde os cachorros correm afinal
Deus sabe o que faz nesta vida
Á mesma que não vale nada.

Marcelo Cardoso Nascimento.


Somente Ele

"Eu sou um homem simples"
Eu não sei clamar por mim
Minhas calças olham pro azeite
E eu olho pras gotas neste anime.

Que Deus me perdoe, Ele sabe
Que toda vida e dele e a minha,
Mas Ele sabe que eu busco até hoje
Minha redenção nesta vida.

Não foi o que lhe falei, meu Deus
Como você e muito sábio
Eu como homem,
Não chego a seus pés
E por isso que você me fez homem imundo.

Eu o reconheço como O Único
O sempre Ele é! Me mostra coisas
Que o mundo não vê dentro
Mesmo de varias formas
Ele ainda segue sendo Único!


Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 27 de julho de 2019

Rst

Às vezes dá vontade se atualizar
Tipo "isso pode demorar alguns minutos"
Eu vejo tudo indo ao altar
Menos eu, igual a vários relógios parados

Eu penso por mil anos todas vezes
E pior que vir do futuro
Sabendo que tudo e um "sys"
Coisas primárias de um único desejo.

Ter poder de esquecer todo passado
E virar um novo sistema único
Sem falhas, sem predicado
Sem precisão de um comando.

Quero ser autômato por inteiro
Quero poder ser quem eu queira
Mesmo que leve todo meu tempo
Ou simplesmente a vida inteira.

Marcelo Cardoso Nascimento.

Rua Curitiba

Rua Curitiba caos caótico
Em pleno mercado central
Onde tudo acontece de novo
Não e o novo mas e igual.

Ou seja continuam às vindas
Experiências novas
De pessoas passageiras
Corridas de vida alucinada.

Rua Curitiba pura buzina
Mas se você está parado
O tempo passa em uma vagaresa
Até cair a noite do famoso.

Famoso boêmio que vê tempo
Corrido passar as lentas
Em passo vagaroso
De um dia às traças.

Marcelo Cardoso Nascimento.

Abril

As distintas palavras
Balbuciam encantos
Ritmos entre palmas
Intimidades entre cantos
Línguas íntimas ao falar.

Marcelo Cardoso Nascimento

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Março

Maré de toques sensíveis
Arrepios que balançam,
Rios raivosos na dança
Cidilha no vento forte,
Os musgos de nossa pele.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Fevereiro

Ferve água no bule
Esvazia o pote de biscoitos
Vem chegando a visita pro chá
Entretanto de mãos vazias
Reciclo cada momento até lá
Esperando as tuas voltas
Imaginando quando deixaremos de
Rir apenas como visitas
Onde às idas deixam saudades.

Marcelo Cardoso Nascimento

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Janeiro

Jeito doce deste sangue
Atrai meu desejo incoerente
Nesta faminta caminhada
Entre fresh blood.
I'm just one more,
Rodeando às veias
Opacas de sangue.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

My perfect star

Mina como você faz isso comigo?
As vezes penso em casa de dia
Yesterday i thought i had
Another cat and what i dream about.
Reagindo todo sonho louco
Apanhando na vida só penso em você.

Minha estrela perfeita
Ostentação de vida como eu te quero
Ronronando do meu lado
Aspirando o mesmo sonho amor
Isento de ser rei com rainha
Somente na mente, sentir seu calor.

Deixo tudo agora nessa vida
Embaixo de tudo que eu diga.

Lembrando de tudo que vivi
Inimagináveis vidas, onde baguncei
Raridade isso não acontecer
Assim como você aconteceu.

Simplesmente brilhou dentro
Intimamente no meu peito
Ludibriado pela estrela
Vibrante pela vida corrente
Atrás dos sonhos de sotaques.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Não tão distante

Jamais pensei ser impossível
Encontrar anjos pelo mundo
Sendo que o céu se encontra
Sempre tão distante de mim
Yes, i know it's not true!
Convencido que não é impossível
Algo desta magnitude acontecer.

Foi assim que percebi que,
Encontrei um anjo quando
Relembro todo sorriso que
Retirado do teu rosto.
Enquanto as minhas palavras
Iam se ecoando dentro do
Raro olhar a perceber que
Ali eu encontrei um anjo.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

A travessia

Senti todo ódio em meus ossos,
Quando percebi que tudo se foi.
E quando a luz retornou eu a ignorei,
Em minha cegueira odiosa.
Nem si quer consegui olhar em meio os destroços
De minha ponte quebrada sobre o abismo.
Eu não sei o que isso significa em mim
Mas sinto um vazio caminho sem travessia
Nesta noite gloriosa e reluzente.
Não consigo entender em ti,
O porque a ponte foi quebrada.
Mas sinto dentro de tudo o que este ódio,
Se tornou dentro de mim.
Se tornou entre lagrimas a tristeza,
A confiança perdida para atravessar
Este abismo que há dentro de meu coração.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Conceitos indefinidos

As Margaridas de lilás
Contrapondo o véu branco,
As Rosas de Copo de leite
Como a espuma das ondas iluminada pelo pôr do sol
Os Copos de leite de Lírios,
Como o vento trazendo o sorriso
Os Lírios de Narcisos,
Assentados sobre o monte
O Lótus travestido em Helicônia,
Como na noite que cai em novembro
Mas as Poinséttia se passa por Prímula
Como todo o presente tempo.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Águas

Águas que descem correnteza a baixo
Destroçando todo meu pensar em paladar.
Eu não sinto mais o medo externo,
Eu tento sobreviver a cada pulsar!

Loucamente, eminentemente eu não tenho mais fogo,
Minha vida já se queimou por sangue.
Eu vejo destinos sobreviventes em meio âmago,
Me doe sentir que estou de pé!

Como sobrevivente eu sinto tudo,
Uma janela para fuga desprovida
De interesses mútuos em puro abismo
Eu não sinto decência desta vida.

As minhas águas decorrentes
Vem de palavras ditas por um só
Mesmo que estas sejam ditas em presente
Nada me foi perguntado.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Quando o tempo.

Quando o tempo não dissolve as palavras
Nunca ditas em todo nosso momento
Por causa de todas ressalvas
Onde vamos chegar por este caminho?

Não me diga que esta tudo bem
Quando olho para dentro de nós
Só vejo os dias que se abstem
Em nossas conversas a sós.

Entendo que o tempo passe
Que nestes dias eu já não sinta
Quanto tempo mais vamos levar?
Mais nada, como um impasse
Que não a trégua!

O tempo nesse enlasse só serve
Para deixarmos de temer as palavras
Nesse todo tempo impasse,
Mas são só voltas que eu não via
Que a tempos que eu não vivia.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Perversa beleza!

Antes da noite sobre cair ao dia
Nada mais belo e perverso
Antecede o teu sorriso perfeito
Com olhares perversos em loucura
Lentes que transpassam toda beleza
Alucinando medos inofensivos a
Uivos, dentes e gargalhadas
Diante de tanta contradição
Instaurada dentro de um único ser
Anoitecendo então o dia
Miscigenando a razão e loucura
A mais diferente perspectiva
Como se fosse apenas uma criança
Humana solicita com os olhos
Amedrontadores e fixos na alma
Distorcendo toda beleza
Onde não existe perversão!

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Aliatorios

Eu não quero dizer o que não posso
Saber dentro de mim em um momento
O que farei sem explicar a não ser só
Ir embora pela estrada vazia comigo
Perder o controle de tudo que
Eu deixei pra frente do vir do
Amanhã louco que vejo sem saber
O que realmente procuro dentro
De algo assim.... tão triste e árduo
Sentir essa dúvida enraizada
No peito e na cabeça
E não ter a força pra dizer tudo que pensa.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Demoníaco anjo

Eu que tenho meus demônios
Faço tudo contra as decências
Deixando em mim todo os pandemônios
Desta minha indecência.
Eu me tornei no que eu jamais quis ser
Eu abusei do meu poder para te satisfazer
Estarrecido em meus desejos de satisfazer-me
Entre as tuas entranhas gozar-me
Mas eu não sei deixar de amar-te
Foi o que procurei em todo este inferno
Uma redenção para meu coração
Pelos meus pecados que te infringi
Com minha vergonha desolação
Me tornei em um demônio
No qual não consigo deixar de fingir
Ser este tempo todo...

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Entre Provocações

No chuveiro a água quente caindo
E você com esse olhar me menina
Safadinha a me olhar pedindo
Enquanto brinco ate te provocar.

Vejo seus passos em direção
Me beijando o corpo molhado
Abusando sua boca em todo meu tesão
Comigo puxando seu longo cabelo.

Retirando todo seu ar em engasgos
Sem me importar o porque de te amar
Empurrando suas mãos e corpo
De contra a parede nestes atos a penetrar.

Com sussurros e mordidas de excitação
E olhando um para o outro damos sorrisos
Beijos imaginando toda essa nossa paixão
Desejando nunca nos afastar de nosso imo.

Marcelo Cardoso Nascimento.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Portuário de um céu

Eu trago aqui toda minhas palavras
Todas as minhas magoas e sentimentos
Meus olhares indiscretos e alegrias
Minha vida cheia de pensamentos.

Faço deste lugar meu abismo
Meu passe livre de torturas
Um atracadouro de sonhos
Minha poderosa fortaleza.

Porque um dia me disseram que o mundo
Não esta pronto para o amor...
Mas não acreditei não dei ouvidos
E amei de todo coração a dor...

E provei assim como boldo
Que o amor e um doce amargo
Feito animal raro valioso
Até perceber que aqui sinto o que quero...

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Quando eu lhe tocar!

Minha respiração se sufoca enquanto a beijo
Pelo pescoço puxando teus longos cabelos
tocando teus lábios que não sinto
Pronunciar uma palavra entre arrepios.

Sinto todo calafrio veneno de seu corpo
Palpitando aceleradamente em cada toque
Em teus fartos lábios salivantes de desejo
Entre nossos corpos esfuziantes.

O percorrer da minha boca em teu colo
Me traz prazer ardente como vulcão
Onde da sua boca eu escuto um sussurro
Dizendo mais forte com meu coração.

Quando eu tocar em você
Teu corpo e mente não serão mais teus
Será tudo parte do momento indecente
Que vou consumir como meus...

Desejos mais ardentes...

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Meu passado Eu

Do passado o que temo e a dor
Que ele traz consigo todo tempo
Despertando toda brutalidade e ardor
Dos corações dilacerados.

Porque estes fantasmas não saem da minha cabeça?
Essas lembranças que me destroem por dentro
Retardando toda minha histeria de vida
Eu estou bem aqui estagnado de olhos no passado.

Eu só quero "Alguém que leve tudo isso embora!
Pois eu desisti, eu não consigo aguentar a dor"!
Estou esperando alguém que me traga de volta
Quando eu das escolhas do passado me dispor.

Quero poder me enxergar em um lugar distante
Do meu ambíguo e singelo passado eu
Só quero alguém que me tire deste embate
E possa me entregar aos céus!

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Surtos psicóticos

Não a nada como dizer adeus a quem se ama
O despedir e uma tristeza amarga que maltrata
Machuca profundamente dentro da alma
Deixando o coração em pedaços nesta estrada
Talvez eu não soube te amar mas
Ou tenha amado demais como a amo
Minha angustia não e mais acalentada
Porque eu te amei assim como a amo
E tudo que ouvi foram só palavras
Talvez mesmo te amando como a amo
Nunca tenho feito parte da sua vida
Mesmo assim escolhi lhe dar todo meu amor
E hoje não tenho mais nada
Mesmo eu dizendo adeus eu sinto tanta dor
Que se encontra nos medos
Existentes dentro de ti como carne
Eu tremo e tenho surtos psicóticos
Longe de ti...

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Difícil decisão

Eu tive ideias
Eu tive pensamentos
Eu tive mais medo
Do que meus desejos.

Eu tive vontade
Eu tive o olhar
Eu tive necessecidade
De nunca mais pensar.

Eu tive de escolher
Eu tive o mais difícil
Eu tive que ponderar
Mesmo lutando comigo.

Eu tive tudo
Eu tive nada
Eu tive o mesmo
Que o tempo tenho ainda.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 23 de julho de 2016

My brother died on me

I did not cry for nothing for a reason
I feel all the pain of a look
I had a father who says son
Now I lost my brother in a look.

What can I tell if everything is gone
Within a selfish thought
I never wanted it to be like, how it hurts
My tears to go where!

I think of all the pain that
Can rotate around all
I cry for all this pain
Falling from the eyes of our mother.

I cry for losing a brother.
I do not hate, only just
The sadness of being an orphan
Where was it my heart.

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 10 de julho de 2016

Ronronar

Ronronar em desejos
Hoje me disponho de tempo
Outrora me falta amor
Agora disponho de ti
Não dispondo de tempo
Não me imagino pensando
Ainda o que dizer mas tento
De todas as formas esboçar
Impiedosamente o meu olhar
Através da minha retina aos poucos
Sufocada por estar longe do ronronar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 18 de junho de 2016

Alma descarregada.

A tranquilidade toma conta
Segurando na brisa gelada
Uma parte da minha ponta
Eu já não tenho mais problema.

Olhando pros arranha-céus
Eu vejo logo a praia onde não existe mar
Quero desfrutar deste ilhéus
Calmaria boa de sorte a amar.

Mas moro em minas de longe
Onde as águas gélidas lavam
A alma de que quem não teme
A vida que tem é enfrentam.

Então agora sento olho e desfruto
A praia onde não tem mar
A tranquilidade que me vem do mato
O frio que se torna água à lavar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Laços que unem

Olha só onde tudo está?
Mas que bagunça isso aqui
Eu já não consigo olhar
Por todo lado aqui.

Já virei o leite aqui o que vou tomar?
Não faço idéia do que está acontecendo
Já me canso de tentar-te falar
Não posso mais fazer um esconderijo.

Mesmo que queira se esconder
Eu jamais conseguiria ocultar-te
Olha a bagunça, agora quer se render?
Olha o sacrifício que é conter-te?

Me responda por favor o que te fiz?
Não me julguei assim, eu não sei
O que me pertubei, me diz?
Perdoe-me por favor eu me cansei.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Outside

E estranho pensar que me sinto bem
Que tudo que almejo esta longe de mim
São devaneios irrisórios sem sentido
Não sentir nada além de mim.

Onde está o meu exilado amor?
E mais uma vez sinto pena
Pois meu câncer pulsa como dor
Dentro da minha vazia janela.

Eu grito mas não alcanço
As palavras que saem em silêncio
Eu vejo minha carne virar desalento
Meu corpo cair em pedaços.

Eu já não enxergo o amor nas pessoas
Porque elas mataram o meu imo
Tiraram minha vontade e minhas asas
Mas sinto-me feliz sem este sentimento.

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 8 de maio de 2016

Cogumelos e flores

Flores rosas alucinantes
Cogumelos amarelos paralisantes
Eu não enchergo mais o céu
Eu não sinto mais o chão
Mas posso dar vôos rasantes
Sinto a brisa calma passar
Depois que olhei para trás
E não escuto mais as vozes
Que não saiam da minha cabeça
Vejo toda realidade brilhante
Então corro para o futuro
Mas o que sinto de mim
E alegria de sorrir assim
Com flores alucinantes.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 30 de abril de 2016

Sem sentido

Quando tempo é preciso pra perceber
O que é amor de fato.
Quanto tempo é preciso pra perceber
Que nem tudo é sensato.

Eu sinto minhas lagrimas pingar
Perto de todo tempo perdido
Eu sinto minha alma despedaçar
Dentro de meu sentimento falecido.

Onde de fato o amor existiu?
Dentro de mim como morte
O meu crédulo agora desistiu
Na morte que já foi de toda minha sorte.

Por quanto tempo vou permanecer
dentro deste casulo abalavel
Que chamo de carne este ser
Oriundo de mazelas próprias de seu véu.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Quando o tempo passa

As pálpebras já quase não se abrem mais 
O sorriso não se sustenta mais
A alegria vai passando distante
A vida vai se perdendo em um olhar.

Quando tudo vira lembrança
Olhamos para trás e pensamos
Se tivéssemos feito diferente
Ido para outros começos.

Quando o tempo passa deixamos
O amor consurmir-se só
E tudo que percebemos
E que a velhice já chegou.

E onde tudo ficou todo esse tempo?
Nas horas que o relógio não volta
Nas decisões que não tomamos
No olhar que deixamos na estrada.

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 10 de abril de 2016

Querido pai

Querido pai vc se lembra?
Das minhas lágrimas quando pequeno
Porque me deixas-só na vida?
Tendo que viver sofrendo com o tempo.

Querido pai você me amparou?
Não houve uma vez si quer
Que eu não tenha chorado
No dia dos pais pensando em te ter.

Querido pai o que você me ensinou?
Quando por tantas vezes eu te busquei
Na minha mente dentro de quem sou
Mas em todas eu fracassei.

Querido pai não deixe as aparências
Te enganar sobre o que sinto por ti
Quando escondo as lágrimas
Mais uma vez em compaixão.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Aparências

As aparências de um olhar que não mais vê
Esperando algo que talvez não mais exista
Serão apenas no fim sorrisos de
Dúvidas em sua própria tristeza.

O que engana as aparências?
Se não a mais pura das verdades
Mesmo que sejam disfarçadas
Em mentiras e dizeres.

E qual será a aparência da verdade?
São tantos enganos do coração
Então entendo os disfarces
As aparências que todos são.

Qual será a aparência da mentira?
Ela se ajeita com o tempo
Mas não deixa rastros nas palavras
Aparentando a incerteza do desejo.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 22 de março de 2016

Véu de fogo

Eu vejo a cortina de fogo
Sobre nossas cabeças
E não podemos nos mover
Estamos tão no alto
E ao mesmo tempo presos no chão
Eu vejo a cortina de fogo se aproximando
E não consigo fugir dela dia a pós dia
E quando ela se vai só me resta
Escuridão e cinzas fagulhas no ar
Mas em momentos como este
Eu mesmo sem poder me erguer
Vejo a beleza desta hora sublime
Quando o fogo vem apagando o dia
E começando toda cinza fagulha
De novo e de novo no dia seguinte.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Velocímetro

Marca minha vida todo tempo
Desajusta cada partícula do meu coração
Acelerando desejos em outro lado
Despercebendo a verdadeira reação.

Colidindo entre meus olhos que não enxergam
O perigo desta velocidade invisível
Isso faz-me pensar em quantas almas vagam
Dentro deste mundo insensível.

Somente por um segundo percebo
O quanto meu ponteiro está lá no alto
Contando como um conta-giros
Cada batida pulsante de meu imo.

Vejo apenas uma reta a minha frente
Mas desacelero por querer de mais
A velocidade que não posso em mente
Possuir para não colidir mais.

Marcelo Cardoso Nascimento.



Nunca verás teu olhar!

Teu filho que jamais lutou
Despedaçando seu frágil coração
Em tua lagrima o luto jamais deixou
Dentro de toda tristeza sem razão.

A vista da distância entre vidas
Seu futuro fruto entre espinhos
Falecida Felícia entre doenças
Não verá em teu mundo os teus sonhos.

Desamparado sobre olhares chuvosos
O único olhar jamais será visto
Entre varias cores o céu torna-se negro
Como nuvens carregada de um novo mundo vasto.

De lagrimas por não poder sentir
O calor de teu pequenino fruto
Como no fim de toda vida por ela existir
Em troca de uma vida que jaz esquecida de seu imo.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Noites confusas

Os meus sonhos são confusos
Todos os dias me vejo nas ruas
Andando com dois rostos
Estranha mistura de máscaras.

Pulo nas poças de sangue
todos os dias sem saber
Que é meu sangue inconsequente
Que jorra pelos dedos a escorrer.

Minha confusão está noite
Não tem dono da minha vida
Minha mente não sente
Demência pelas palavras ditas.

Quanto mais afundo nas poças
O sono me vem em forma de morte
Está noite confusa de chuvas
Vermelhas caindo como meu sangue.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Inverídico, imperfeito, incivil!

Não me digo adeus pois para onde
Eu poderia ir longe de mim mesmo?
Não sinto mais o frio congelante
Minhas palavras soam como ermo.

Será que esqueci o que é ser
Alguém normal por três momentos
Por favor não deixe-me perecer
Dentro de mim mesmo.

Não quero ficar batendo na mesma
Tecla desafinada de meu piano
Pois o som que ela ecoa machuca
A ponto de me parecer escuro.

De não existir mais sonhos
Das lágrimas não mais cessarem
Do único destino ser só
Do meu olhar desaparecer.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 1 de março de 2016

Uivos de meu desejo

Literário desejo de consumir-se
Em meio a névoa que rodeia
Todas as tuas belezas dentro das
Inconstantes do meu olhar
Curioso observando teu sorrir
Inesperado depois de uma breve
Atordoante história de minha vida.

Guardando pra si todos os meus
Uivos nesta noite de lua cheia
Eu não me canso de te olhar
Reagindo ao teu cheiro intenso
Respiro todos os desejos que você
Atraca dentro do meu coração.

Construindo aos poucos está
Alternativa única de eternidade
Significativamente sedutor
Teu jeito de me levar onde o teu
Amor quer chegar sempre
Nos momentos mais lindos
Habitando dentro de mim
Este amor que é teu e será
Inteiro nosso no futuro
Ressoando dentro do eco
A verdade dentro dos nossos olhos o
Seu coração que desejo tanto!

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Nossos olhares

O vislumbre em minha retina
E obserbado por tua lente
Nela percebo o reflexo que me fascina
Teu olhar de sorriso iminente
Todo brilho que jamais vi em minha face
Foi visto por você ao olhar
Dentro dos meus olhares assim
Em meio a confusão de verde azul, preto Castanho simplesmente me encanto
Torcendo no entanto pra que transpasse um sonho.

Que venha completo,
Que seja completo,
Que seja eterno!

Marcelo Cardoso e Letícia Guerra.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O Vesúvio de minha alma.

A calma acalenta a alma
Não deixa-me descalça
Ao sentir toda brisa
Que por um tempo só passa
Por dentro da minh'alma
Já acalentada no Vesúvio
Olhando de dentro do imo
O sorriso tímido escondido
Mas neste mundo tumultuado
A minha alma sente calma
Tão pungente que chega
A tornar-se êxtase fremente
A minha calma que hoje
Mora dentro de mim.

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Quando menino

Quando fui menino
Não sabia se brincava
Ou se me machucava
Mais que todo mundo.

Era hora que arrancava um tampão
E meu dedão sangrava
Mesmo assim a bola de rua
Não parava, menino sem noção.

Era a maior festa na chuva
Correr pra casa do Colégio
Ou pedalar até a Lagoa
Sentindo no rosto o vento frio.

Quando menino em meu tempo
Não existia pouca alegria
A vida era boa comigo
Mas vem a idade e com ela a maturidade.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Entendimento

Será que tudo que tenho e a loucura
Quem eu pude ser Pra você
Mas me desculpe em outrora
Por não saber ser o que quisesse.

Fico pensando nisto todo tempo
Em quem eu vou ser no futuro
E lamento por não ter discernimento
Pelo que quero ou pelo que escrevo.

Eu me vejo estaguinado por você
Com toda dor aqui lacrada
Eu não sei mais o que me deseje
Dentro da minha mente abalada.

Agora eu entendo o porque
Pra ter qualquer amor eu terei
Que me tornar alguém pra você
Somente assim eu viverei!

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Meus erros

Eu tinha um sonho que morreu
Quem nunca te amou?
Mesmo que se mate meu véu?
Sinto que tudo acabou.

Por isso o que sinto em meu coração
Foi o desprezo que você me deu
Todo mundo tem um sonho
Eu também tinha o meu.

Ele era você pois te dei meu céu
E você não quis dar valor
Penso no meu dia a dia o que aconteceu
Garota da minha TV.

Ontem não sei porque nada mudou
Foi melhor assim em todos os meus erros
Eu só queria não se quem sou
Ontem eu percebi o que eu fiz!

Marcelo Cardoso Nascimento.

Ódio canalizado

Queria não me sentir só
Procurando em mim uma direção
Procurando na vida longe do tempo
Dentro de uma decisão.

Mas ao voltar no tempo
Eu sinto ódio sim
Mas não quero fugir do abismo
Pois não cai e vi.

Que isso pode ser uma virtude
Por mais que seja mal pode ser uma vontade no
coração daquele que sabe onde
usar este sentimento!

Quem nunca te magoou?
Não queira sentir que tudo
Vai terminar ou que já passou
O que sinto em meu pequeno imo.

Marcelo Cardoso Nascimento.

Sorriso na cara

Eu não queria ser um ponto falio
Mas me senti assim por um minuto
Tem hora que e melhor deixar o tempo
Passar como ideias que são puro finito.

Já passaram e moreram
Facilmente não vejo por aqui
A verdade que me acordaram
E a que o mundo da voltas por aqui.

Quebro todo meu mundo e decubro
Que tudo foi ilusão além de nós dois
Pois já não me resta mais desejo
Manhãs tardes e noites.

Desisti de tentar mais uma vez
Tudo que poderia alcançar
Será que é tarde pra poder viver?
Não quero mais relembrar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Castelos de vidro

Meu Castelo de vidro cedeu
Junto a areia do mar ele se foi
Tudo com o que eu sonhei faleceu
Agora só destrossos que o tempo corroi.

Ser somente uma sombra do que restou
Ver pequenos feixes de luz
Entrarem pelas arestas sobre o que ficou
Iluminando o vazio salão da Cruz.

Meu Castelo de vidro sua alma perdeu
Agora em ruínas e apenas uma lembrança que já ruiu
Deixando mais uma vida.

Agora eu olho para o teto e só vejo estrelas tão distantes de mim
Onde não sinto as paredes do tempo
Mas sinto um vazio dentro de mim.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Carolina Belmiro

Eu juro que tentei
Eu jamais quis deixar
De te dizer o tanto que pelejei
Mas não posso deixar de falar.

Eu sei que está noite não
Será nossa última vida
Mas quero que seja a nossa paixão
O caminho que devo seguir na estrada.

Eu tentei esconder a tua beleza
Mas não tive escolha em mim
De todas as formas observa-lá
Eu só queria você em fim.

Eu digo que tentei como
Não consegui de sua extrema
Beleza fugir por um só segundo
Eu me entrego em tua alma!

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Lets' go

Sei que foi de mais poder te conhecer
Tudo foi rápido em começar
Sei que não fui um dia amanhecer
Tentei não mais me emportar.

Tentei achar onde errei com você
Mas não sei mais o que fazer
Não podemos mais nós entender
Pois te perguntei e você não soube responder.

Eu tive toda aposta e certeza
Em tudo que eu sonhei
Mas veio a decepção em forma de tristeza
Em muitas vezes eu pensei.

No que eu não pude fazer por você
Me senti um lixo na calçada
Quem disse que é melhor esquecer
Mas sei que com você nunca vou me entender.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Uma noite

Com passar de um tempo
As alegrias passam por mim
Ressoando em um simples
Olhar tímido os mais
Lindos sorrisos capaz de
Inebriar toda minha alma
Norteando todo meu pungente
Amanhecer em meio a
Brisa mais bela que sopra
Escrevendo no vento as
Linhas mais finas de uma
Mulher que no seu rosto
Irradia beleza e felicidade
Rescrevendo no meu sorriso
O desejo de ser eterno!

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Reason

Eu queria poder lhe dizer
A longa verdade escondida
Toda vez que me lembro de você
Eu jamais pude dizer sobre nossa vida.

Eu fui cruel em não dizer-te
O motivo real do fim
Pois deixei a razão enganar-me
Escondendo a verdade de mim.

Mas no ardor de todo amor
Eu compreendo que por um tempo
O fim não será uma eterna dor
Pois após o fim vem o recomeço.

Desculpe se quebrantei seu coração
Mas eu tenho um motivo pra deixar-te
Doloroso argumento da razão
No qual deixei possuir-me.

Marcelo Cardoso Nascimento.

Distorcidas

Sempre seria inconsciente
Independente se sobreviva
Ou torna-se demente
Conscientemente atônita
Lembranças do futuro
Distorcidas no passado
Um longo distúrbio
Inconsistente desejo
De eternizar-se ao vento!

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Broken Wings

Nas Luzes eu vejo a chuva
Caindo com o ar todo tempo
Sinto as gotas tocarem minha
Pele rasgando meu peito.

E quando olho para o céu escuro
Eu vejo mil anjos a chorar
A perda de suas asas em luto
Com lágrimas a derramar.

Será sempre assim?
A vida recomeçar em queda
Como se fosse o fim
Uma tempestade virtuosa.

Somente o tempo poderá dizer
Quais cicatrizes ainda vão ficar
Visíveis ao toque de um ser
Pra sempre em um olhar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Wanderful world

Sigo meu caminho pela velha estrada
Paro nos sinais ouvindo meu rock
Olho pro lado bom da vida
E para o lado escuro puro punk.

Não vejo sentidos onde sigo
Não vejo destinos no caminho
Sigo apenas o cheiro amargo
Que na vida me diz algo vergonhoso.

Eu não enxergo nessa escuridão as estrelas
Eu não posso toca-lás de tão distante
Como posso não enxergar minha bela
Estrela sobre tudo brilhante?

Pensando sempre onde vou chegar
Por essa estrada que olho pro céu
Querendo tocar minha estrela a brilhar
Mas é cada passo que dou a distância só me leva ao léu!

Eu jamais poderei deixar que meu caminho se apague por falta do teu brilho!

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Maracatu

Vento que se vai ao Sul
Anda onde eu jamais pisei
Nessa terra de ciranda
Entre ventre de passos
Sussurantes clarins de triângulo
Suítes de sertão vertente
A felicidade em pessoa tem nome.

Fervor fundido em suor
Este ser eloqüente
Retirado do aço com louvor
Registrando na sanfona
Em plano Sol sua beleza
Indiscreta como música
Ressoante como timbre do sertão
A liberdade de todo ser!

Sempre terá sua vida
Independente das feridas
Levantando ao sol
Várias glórias rodadas
Ao dizer forró mulher!

Uma homenagem a uma amiga.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Uma gota

Feche seus olhos anjo
Enquanto você não sai desta queda
Deixe que sua ressurreição
Seja sua nova vida.

Abra suas asas e plaine sobre o ar
Suba novamente ao céus
Não deixe minha escuridão te levar
Mais uma vez ao inferno.

Anjo olhe o tempo ja está acabando
As gotas que caiem da ampulheta
Derramam todas as lágrimas do peito
Onde não sinto mais meu coração pulsar.

Feche seus olhos e se imagine
livre de toda escuridão amarga
Pois o tempo que você teve
Já se foi e só lhe resta uma gota.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 28 de novembro de 2015

Fecho meus olhos

Novas emoções eu já não sinto
Dentro do meu peito só resta a dor
Que queima todo sangue viscoso
Mesmo que eu corra de pavor.

Eu jamais saberia para onde ir
Só não desejo estar aqui preso
Dentro de mim mesmo e fingir
Que nada e verdadeiro.

Eu ja não durmo algum tempo
Abro meus olhos para mais uma chance
Tentando não acabar dentro
De um buraco cheio de sangue.

Procurando por algo aqui
Dentro que me lembre todos
Os sentidos de existir
Ou que possa fechar meus olhos.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Ausência

Luzes quase por se apagar
Em noite escura sussurrante
Eu sinto toda ausência do ar
Sufocando todo desejo indecente.

Parem as chamas que consomem
A luz do céu negro e brilhante
Parem as chamas que consomem
Meu coração sem luz está noite.

Dai-me um copo de sua vodka
Tenho que beber a eternidade
Para que tudo desta noite não seja
Morta dentro do vazio presente.

Não quero sobreviver sem a luz
Mas sinto que a escuridão me chama
Para sua vazia e pesada cruz
Entanto toda minha vida se esvazia.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Prelúdio de um jardim

Dias se vão como plumas
Ao longe voam sem parar
Não sabe se ao certo está
Interpretando de sua leveza
És seu caminho de paz
Linda esvoaçante negro
Luz que aqui se pôs
Em prelúdio com o alvorecer.

Florecendo o campo de
Rosas com um sorriso és
Olhar tímido que segue
Iluminando todo jardim
Subistituindo tristezas em flor.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Fraco!

Eu não sei o que e sentir dor,
Mas a vida e cruel com todo meu pensar.
Eu nunca pensei que tudo fosse nada por,
Ser só um nada.

Eu posso sentir toda dor do mundo,
Mas ela e superável quando eu senti a verdadeira dor.
E nada vai fazer-me sentir como águas do pó,
Eu não queria derrama-lás mas as vejo ir em ardor.

Tudo que eu senti foi quebrado com o tempo,
Tudo que eu pensei foi perdido.
Simplesmente violento,
Foi tudo que tive inutilmente sentido!

Mas na verdade nunca foi assim,
Me sinto como um fantasma nesta vida.
Queria que eu nunca tivesse existido no fim,
De nossas vidas que deixei fugir em uma verdade!

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Viúva Prisão

Por dentro um cheiro podre fétido
Arrogante viúva morta.
Por fora um lindo rosto veludo
Elegante exalar de vaidade.

Segue um caminho inquieto
De serpentes e venenos indigestos.
Sorridentes de Branco os sentidos
Involuntários no obscuro gemido.

Viúva fenecida ainda bate aqui dentro
E não me deixa mais sair da prisão.
Donzela de vento que me leva do tempo
Foge de mim como um tufão.

Por dentro um espécie de amor,
Pôr fora todo sentido nulo.
Todo sorriso com rancor,
Por dentro todo simples vazio.

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 23 de agosto de 2015

Encontro

Será que o tempo poderá me conceder
A sabedoria de me conhecer de verdade
De meus pensamentos estancar dentre
Todas as cicatrizes que não deixei transparecer.

Sei que o pior perdão não é aquele que você me deu
Será o que eu tenho que ter na verdade
Todo o perdão que poderei conceder a mim mesmo
Ate o dia que eu me encontrar novamente.

Mas do tempo eu tenho um coração
Machucado olhando para as portas do céu
Definhando minha mente dentro dessa devassidão
O mais puro branco vazio meu.

No dia que tudo isso acabar
Poderei dizer que me encontrei
E poder enxergar novamente o olhar
Que a muito perdi em meu ser.

Marcelo Cardoso Nascimento.