quarta-feira, 10 de abril de 2019

Fevereiro

Ferve água no bule
Esvazia o pote de biscoitos
Vem chegando a visita pro chá
Entretanto de mãos vazias
Reciclo cada momento até lá
Esperando as tuas voltas
Imaginando quando deixaremos de
Rir apenas como visitas
Onde às idas deixam saudades.

Marcelo Cardoso Nascimento

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Janeiro

Jeito doce deste sangue
Atrai meu desejo incoerente
Nesta faminta caminhada
Entre fresh blood.
I'm just one more,
Rodeando às veias
Opacas de sangue.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

My perfect star

Mina como você faz isso comigo?
As vezes penso em casa de dia
Yesterday i thought i had
Another cat and what i dream about.
Reagindo todo sonho louco
Apanhando na vida só penso em você.

Minha estrela perfeita
Ostentação de vida como eu te quero
Ronronando do meu lado
Aspirando o mesmo sonho amor
Isento de ser rei com rainha
Somente na mente, sentir seu calor.

Deixo tudo agora nessa vida
Embaixo de tudo que eu diga.

Lembrando de tudo que vivi
Inimagináveis vidas, onde baguncei
Raridade isso não acontecer
Assim como você aconteceu.

Simplesmente brilhou dentro
Intimamente no meu peito
Ludibriado pela estrela
Vibrante pela vida corrente
Atrás dos sonhos de sotaques.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Não tão distante

Jamais pensei ser impossível
Encontrar anjos pelo mundo
Sendo que o céu se encontra
Sempre tão distante de mim
Yes, i know it's not true!
Convencido que não é impossível
Algo desta magnitude acontecer.

Foi assim que percebi que,
Encontrei um anjo quando
Relembro todo sorriso que
Retirado do teu rosto.
Enquanto as minhas palavras
Iam se ecoando dentro do
Raro olhar a perceber que
Ali eu encontrei um anjo.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

A travessia

Senti todo ódio em meus ossos,
Quando percebi que tudo se foi.
E quando a luz retornou eu a ignorei,
Em minha cegueira odiosa.
Nem si quer consegui olhar em meio os destroços
De minha ponte quebrada sobre o abismo.
Eu não sei o que isso significa em mim
Mas sinto um vazio caminho sem travessia
Nesta noite gloriosa e reluzente.
Não consigo entender em ti,
O porque a ponte foi quebrada.
Mas sinto dentro de tudo o que este ódio,
Se tornou dentro de mim.
Se tornou entre lagrimas a tristeza,
A confiança perdida para atravessar
Este abismo que há dentro de meu coração.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Conceitos indefinidos

As Margaridas de lilás
Contrapondo o véu branco,
As Rosas de Copo de leite
Como a espuma das ondas iluminada pelo pôr do sol
Os Copos de leite de Lírios,
Como o vento trazendo o sorriso
Os Lírios de Narcisos,
Assentados sobre o monte
O Lótus travestido em Helicônia,
Como na noite que cai em novembro
Mas as Poinséttia se passa por Prímula
Como todo o presente tempo.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Águas

Águas que descem correnteza a baixo
Destroçando todo meu pensar em paladar.
Eu não sinto mais o medo externo,
Eu tento sobreviver a cada pulsar!

Loucamente, eminentemente eu não tenho mais fogo,
Minha vida já se queimou por sangue.
Eu vejo destinos sobreviventes em meio âmago,
Me doe sentir que estou de pé!

Como sobrevivente eu sinto tudo,
Uma janela para fuga desprovida
De interesses mútuos em puro abismo
Eu não sinto decência desta vida.

As minhas águas decorrentes
Vem de palavras ditas por um só
Mesmo que estas sejam ditas em presente
Nada me foi perguntado.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Quando o tempo.

Quando o tempo não dissolve as palavras
Nunca ditas em todo nosso momento
Por causa de todas ressalvas
Onde vamos chegar por este caminho?

Não me diga que esta tudo bem
Quando olho para dentro de nós
Só vejo os dias que se abstem
Em nossas conversas a sós.

Entendo que o tempo passe
Que nestes dias eu já não sinta
Quanto tempo mais vamos levar?
Mais nada, como um impasse
Que não a trégua!

O tempo nesse enlasse só serve
Para deixarmos de temer as palavras
Nesse todo tempo impasse,
Mas são só voltas que eu não via
Que a tempos que eu não vivia.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Perversa beleza!

Antes da noite sobre cair ao dia
Nada mais belo e perverso
Antecede o teu sorriso perfeito
Com olhares perversos em loucura
Lentes que transpassam toda beleza
Alucinando medos inofensivos a
Uivos, dentes e gargalhadas
Diante de tanta contradição
Instaurada dentro de um único ser
Anoitecendo então o dia
Miscigenando a razão e loucura
A mais diferente perspectiva
Como se fosse apenas uma criança
Humana solicita com os olhos
Amedrontadores e fixos na alma
Distorcendo toda beleza
Onde não existe perversão!

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Aliatorios

Eu não quero dizer o que não posso
Saber dentro de mim em um momento
O que farei sem explicar a não ser só
Ir embora pela estrada vazia comigo
Perder o controle de tudo que
Eu deixei pra frente do vir do
Amanhã louco que vejo sem saber
O que realmente procuro dentro
De algo assim.... tão triste e árduo
Sentir essa dúvida enraizada
No peito e na cabeça
E não ter a força pra dizer tudo que pensa.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Demoníaco anjo

Eu que tenho meus demônios
Faço tudo contra as decências
Deixando em mim todo os pandemônios
Desta minha indecência.
Eu me tornei no que eu jamais quis ser
Eu abusei do meu poder para te satisfazer
Estarrecido em meus desejos de satisfazer-me
Entre as tuas entranhas gozar-me
Mas eu não sei deixar de amar-te
Foi o que procurei em todo este inferno
Uma redenção para meu coração
Pelos meus pecados que te infringi
Com minha vergonha desolação
Me tornei em um demônio
No qual não consigo deixar de fingir
Ser este tempo todo...

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Entre Provocações

No chuveiro a água quente caindo
E você com esse olhar me menina
Safadinha a me olhar pedindo
Enquanto brinco ate te provocar.

Vejo seus passos em direção
Me beijando o corpo molhado
Abusando sua boca em todo meu tesão
Comigo puxando seu longo cabelo.

Retirando todo seu ar em engasgos
Sem me importar o porque de te amar
Empurrando suas mãos e corpo
De contra a parede nestes atos a penetrar.

Com sussurros e mordidas de excitação
E olhando um para o outro damos sorrisos
Beijos imaginando toda essa nossa paixão
Desejando nunca nos afastar de nosso imo.

Marcelo Cardoso Nascimento.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Portuário de um céu

Eu trago aqui toda minhas palavras
Todas as minhas magoas e sentimentos
Meus olhares indiscretos e alegrias
Minha vida cheia de pensamentos.

Faço deste lugar meu abismo
Meu passe livre de torturas
Um atracadouro de sonhos
Minha poderosa fortaleza.

Porque um dia me disseram que o mundo
Não esta pronto para o amor...
Mas não acreditei não dei ouvidos
E amei de todo coração a dor...

E provei assim como boldo
Que o amor e um doce amargo
Feito animal raro valioso
Até perceber que aqui sinto o que quero...

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Quando eu lhe tocar!

Minha respiração se sufoca enquanto a beijo
Pelo pescoço puxando teus longos cabelos
tocando teus lábios que não sinto
Pronunciar uma palavra entre arrepios.

Sinto todo calafrio veneno de seu corpo
Palpitando aceleradamente em cada toque
Em teus fartos lábios salivantes de desejo
Entre nossos corpos esfuziantes.

O percorrer da minha boca em teu colo
Me traz prazer ardente como vulcão
Onde da sua boca eu escuto um sussurro
Dizendo mais forte com meu coração.

Quando eu tocar em você
Teu corpo e mente não serão mais teus
Será tudo parte do momento indecente
Que vou consumir como meus...

Desejos mais ardentes...

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Meu passado Eu

Do passado o que temo e a dor
Que ele traz consigo todo tempo
Despertando toda brutalidade e ardor
Dos corações dilacerados.

Porque estes fantasmas não saem da minha cabeça?
Essas lembranças que me destroem por dentro
Retardando toda minha histeria de vida
Eu estou bem aqui estagnado de olhos no passado.

Eu só quero "Alguém que leve tudo isso embora!
Pois eu desisti, eu não consigo aguentar a dor"!
Estou esperando alguém que me traga de volta
Quando eu das escolhas do passado me dispor.

Quero poder me enxergar em um lugar distante
Do meu ambíguo e singelo passado eu
Só quero alguém que me tire deste embate
E possa me entregar aos céus!

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Surtos psicóticos

Não a nada como dizer adeus a quem se ama
O despedir e uma tristeza amarga que maltrata
Machuca profundamente dentro da alma
Deixando o coração em pedaços nesta estrada
Talvez eu não soube te amar mas
Ou tenha amado demais como a amo
Minha angustia não e mais acalentada
Porque eu te amei assim como a amo
E tudo que ouvi foram só palavras
Talvez mesmo te amando como a amo
Nunca tenho feito parte da sua vida
Mesmo assim escolhi lhe dar todo meu amor
E hoje não tenho mais nada
Mesmo eu dizendo adeus eu sinto tanta dor
Que se encontra nos medos
Existentes dentro de ti como carne
Eu tremo e tenho surtos psicóticos
Longe de ti...

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Difícil decisão

Eu tive ideias
Eu tive pensamentos
Eu tive mais medo
Do que meus desejos.

Eu tive vontade
Eu tive o olhar
Eu tive necessecidade
De nunca mais pensar.

Eu tive de escolher
Eu tive o mais difícil
Eu tive que ponderar
Mesmo lutando comigo.

Eu tive tudo
Eu tive nada
Eu tive o mesmo
Que o tempo tenho ainda.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 23 de julho de 2016

My brother died on me

I did not cry for nothing for a reason
I feel all the pain of a look
I had a father who says son
Now I lost my brother in a look.

What can I tell if everything is gone
Within a selfish thought
I never wanted it to be like, how it hurts
My tears to go where!

I think of all the pain that
Can rotate around all
I cry for all this pain
Falling from the eyes of our mother.

I cry for losing a brother.
I do not hate, only just
The sadness of being an orphan
Where was it my heart.

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 10 de julho de 2016

Ronronar

Ronronar em desejos
Hoje me disponho de tempo
Outrora me falta amor
Agora disponho de ti
Não dispondo de tempo
Não me imagino pensando
Ainda o que dizer mas tento
De todas as formas esboçar
Impiedosamente o meu olhar
Através da minha retina aos poucos
Sufocada por estar longe do ronronar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 18 de junho de 2016

Alma descarregada.

A tranquilidade toma conta
Segurando na brisa gelada
Uma parte da minha ponta
Eu já não tenho mais problema.

Olhando pros arranha-céus
Eu vejo logo a praia onde não existe mar
Quero desfrutar deste ilhéus
Calmaria boa de sorte a amar.

Mas moro em minas de longe
Onde as águas gélidas lavam
A alma de que quem não teme
A vida que tem é enfrentam.

Então agora sento olho e desfruto
A praia onde não tem mar
A tranquilidade que me vem do mato
O frio que se torna água à lavar.

Marcelo Cardoso Nascimento.