sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Quando eu lhe tocar!
Pelo pescoço puxando teus longos cabelos
tocando teus lábios que não sinto
Pronunciar uma palavra entre arrepios.
Sinto todo calafrio veneno de seu corpo
Palpitando aceleradamente em cada toque
Em teus fartos lábios salivantes de desejo
Entre nossos corpos esfuziantes.
O percorrer da minha boca em teu colo
Me traz prazer ardente como vulcão
Onde da sua boca eu escuto um sussurro
Dizendo mais forte com meu coração.
Quando eu tocar em você
Teu corpo e mente não serão mais teus
Será tudo parte do momento indecente
Que vou consumir como meus...
Desejos mais ardentes...
Marcelo Cardoso Nascimento.
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Meu passado Eu
Que ele traz consigo todo tempo
Despertando toda brutalidade e ardor
Dos corações dilacerados.
Porque estes fantasmas não saem da minha cabeça?
Essas lembranças que me destroem por dentro
Retardando toda minha histeria de vida
Eu estou bem aqui estagnado de olhos no passado.
Eu só quero "Alguém que leve tudo isso embora!
Pois eu desisti, eu não consigo aguentar a dor"!
Estou esperando alguém que me traga de volta
Quando eu das escolhas do passado me dispor.
Quero poder me enxergar em um lugar distante
Do meu ambíguo e singelo passado eu
Só quero alguém que me tire deste embate
E possa me entregar aos céus!
Marcelo Cardoso Nascimento.
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Surtos psicóticos
O despedir e uma tristeza amarga que maltrata
Machuca profundamente dentro da alma
Deixando o coração em pedaços nesta estrada
Talvez eu não soube te amar mas
Ou tenha amado demais como a amo
Minha angustia não e mais acalentada
Porque eu te amei assim como a amo
E tudo que ouvi foram só palavras
Talvez mesmo te amando como a amo
Nunca tenho feito parte da sua vida
Mesmo assim escolhi lhe dar todo meu amor
E hoje não tenho mais nada
Mesmo eu dizendo adeus eu sinto tanta dor
Que se encontra nos medos
Existentes dentro de ti como carne
Eu tremo e tenho surtos psicóticos
Longe de ti...
Marcelo Cardoso Nascimento.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Difícil decisão
Eu tive ideias
Eu tive pensamentos
Eu tive mais medo
Do que meus desejos.
Eu tive vontade
Eu tive o olhar
Eu tive necessecidade
De nunca mais pensar.
Eu tive de escolher
Eu tive o mais difícil
Eu tive que ponderar
Mesmo lutando comigo.
Eu tive tudo
Eu tive nada
Eu tive o mesmo
Que o tempo tenho ainda.
Marcelo Cardoso Nascimento.
sábado, 23 de julho de 2016
My brother died on me
I feel all the pain of a look
I had a father who says son
Now I lost my brother in a look.
What can I tell if everything is gone
Within a selfish thought
I never wanted it to be like, how it hurts
My tears to go where!
I think of all the pain that
Can rotate around all
I cry for all this pain
Falling from the eyes of our mother.
I cry for losing a brother.
I do not hate, only just
The sadness of being an orphan
Where was it my heart.
Marcelo Cardoso Nascimento.
domingo, 10 de julho de 2016
Ronronar
Ronronar em desejos
Hoje me disponho de tempo
Outrora me falta amor
Agora disponho de ti
Não dispondo de tempo
Não me imagino pensando
Ainda o que dizer mas tento
De todas as formas esboçar
Impiedosamente o meu olhar
Através da minha retina aos poucos
Sufocada por estar longe do ronronar.
Marcelo Cardoso Nascimento.
sábado, 18 de junho de 2016
Alma descarregada.
A tranquilidade toma conta
Segurando na brisa gelada
Uma parte da minha ponta
Eu já não tenho mais problema.
Olhando pros arranha-céus
Eu vejo logo a praia onde não existe mar
Quero desfrutar deste ilhéus
Calmaria boa de sorte a amar.
Mas moro em minas de longe
Onde as águas gélidas lavam
A alma de que quem não teme
A vida que tem é enfrentam.
Então agora sento olho e desfruto
A praia onde não tem mar
A tranquilidade que me vem do mato
O frio que se torna água à lavar.
Marcelo Cardoso Nascimento.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Laços que unem
Olha só onde tudo está?
Mas que bagunça isso aqui
Eu já não consigo olhar
Por todo lado aqui.
Já virei o leite aqui o que vou tomar?
Não faço idéia do que está acontecendo
Já me canso de tentar-te falar
Não posso mais fazer um esconderijo.
Mesmo que queira se esconder
Eu jamais conseguiria ocultar-te
Olha a bagunça, agora quer se render?
Olha o sacrifício que é conter-te?
Me responda por favor o que te fiz?
Não me julguei assim, eu não sei
O que me pertubei, me diz?
Perdoe-me por favor eu me cansei.
Marcelo Cardoso Nascimento.
terça-feira, 10 de maio de 2016
Outside
E estranho pensar que me sinto bem
Que tudo que almejo esta longe de mim
São devaneios irrisórios sem sentido
Não sentir nada além de mim.
Onde está o meu exilado amor?
E mais uma vez sinto pena
Pois meu câncer pulsa como dor
Dentro da minha vazia janela.
Eu grito mas não alcanço
As palavras que saem em silêncio
Eu vejo minha carne virar desalento
Meu corpo cair em pedaços.
Eu já não enxergo o amor nas pessoas
Porque elas mataram o meu imo
Tiraram minha vontade e minhas asas
Mas sinto-me feliz sem este sentimento.
Marcelo Cardoso Nascimento.
domingo, 8 de maio de 2016
Cogumelos e flores
Flores rosas alucinantes
Cogumelos amarelos paralisantes
Eu não enchergo mais o céu
Eu não sinto mais o chão
Mas posso dar vôos rasantes
Sinto a brisa calma passar
Depois que olhei para trás
E não escuto mais as vozes
Que não saiam da minha cabeça
Vejo toda realidade brilhante
Então corro para o futuro
Mas o que sinto de mim
E alegria de sorrir assim
Com flores alucinantes.
Marcelo Cardoso Nascimento.
sábado, 30 de abril de 2016
Sem sentido
Quando tempo é preciso pra perceber
O que é amor de fato.
Quanto tempo é preciso pra perceber
Que nem tudo é sensato.
Eu sinto minhas lagrimas pingar
Perto de todo tempo perdido
Eu sinto minha alma despedaçar
Dentro de meu sentimento falecido.
Onde de fato o amor existiu?
Dentro de mim como morte
O meu crédulo agora desistiu
Na morte que já foi de toda minha sorte.
Por quanto tempo vou permanecer
dentro deste casulo abalavel
Que chamo de carne este ser
Oriundo de mazelas próprias de seu véu.
Marcelo Cardoso Nascimento.
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Quando o tempo passa
As pálpebras já quase não se abrem mais
O sorriso não se sustenta mais
A alegria vai passando distante
A vida vai se perdendo em um olhar.
Quando tudo vira lembrança
Olhamos para trás e pensamos
Se tivéssemos feito diferente
Ido para outros começos.
Quando o tempo passa deixamos
O amor consurmir-se só
E tudo que percebemos
E que a velhice já chegou.
E onde tudo ficou todo esse tempo?
Nas horas que o relógio não volta
Nas decisões que não tomamos
No olhar que deixamos na estrada.
Marcelo Cardoso Nascimento.
domingo, 10 de abril de 2016
Querido pai
Querido pai vc se lembra?
Das minhas lágrimas quando pequeno
Porque me deixas-só na vida?
Tendo que viver sofrendo com o tempo.
Querido pai você me amparou?
Não houve uma vez si quer
Que eu não tenha chorado
No dia dos pais pensando em te ter.
Querido pai o que você me ensinou?
Quando por tantas vezes eu te busquei
Na minha mente dentro de quem sou
Mas em todas eu fracassei.
Querido pai não deixe as aparências
Te enganar sobre o que sinto por ti
Quando escondo as lágrimas
Mais uma vez em compaixão.
Marcelo Cardoso Nascimento.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Aparências
As aparências de um olhar que não mais vê
Esperando algo que talvez não mais exista
Serão apenas no fim sorrisos de
Dúvidas em sua própria tristeza.
O que engana as aparências?
Se não a mais pura das verdades
Mesmo que sejam disfarçadas
Em mentiras e dizeres.
E qual será a aparência da verdade?
São tantos enganos do coração
Então entendo os disfarces
As aparências que todos são.
Qual será a aparência da mentira?
Ela se ajeita com o tempo
Mas não deixa rastros nas palavras
Aparentando a incerteza do desejo.
Marcelo Cardoso Nascimento.
terça-feira, 22 de março de 2016
Véu de fogo
Eu vejo a cortina de fogo
Sobre nossas cabeças
E não podemos nos mover
Estamos tão no alto
E ao mesmo tempo presos no chão
Eu vejo a cortina de fogo se aproximando
E não consigo fugir dela dia a pós dia
E quando ela se vai só me resta
Escuridão e cinzas fagulhas no ar
Mas em momentos como este
Eu mesmo sem poder me erguer
Vejo a beleza desta hora sublime
Quando o fogo vem apagando o dia
E começando toda cinza fagulha
De novo e de novo no dia seguinte.
Marcelo Cardoso Nascimento.
sexta-feira, 18 de março de 2016
Velocímetro
Desajusta cada partícula do meu coração
Acelerando desejos em outro lado
Despercebendo a verdadeira reação.
Colidindo entre meus olhos que não enxergam
O perigo desta velocidade invisível
Isso faz-me pensar em quantas almas vagam
Dentro deste mundo insensível.
Somente por um segundo percebo
O quanto meu ponteiro está lá no alto
Contando como um conta-giros
Cada batida pulsante de meu imo.
Vejo apenas uma reta a minha frente
Mas desacelero por querer de mais
A velocidade que não posso em mente
Possuir para não colidir mais.
Marcelo Cardoso Nascimento.
Nunca verás teu olhar!
Despedaçando seu frágil coração
Em tua lagrima o luto jamais deixou
Dentro de toda tristeza sem razão.
A vista da distância entre vidas
Seu futuro fruto entre espinhos
Falecida Felícia entre doenças
Não verá em teu mundo os teus sonhos.
Desamparado sobre olhares chuvosos
O único olhar jamais será visto
Entre varias cores o céu torna-se negro
Como nuvens carregada de um novo mundo vasto.
De lagrimas por não poder sentir
O calor de teu pequenino fruto
Como no fim de toda vida por ela existir
Em troca de uma vida que jaz esquecida de seu imo.
Marcelo Cardoso Nascimento.
sexta-feira, 4 de março de 2016
Noites confusas
Os meus sonhos são confusos
Todos os dias me vejo nas ruas
Andando com dois rostos
Estranha mistura de máscaras.
Pulo nas poças de sangue
todos os dias sem saber
Que é meu sangue inconsequente
Que jorra pelos dedos a escorrer.
Minha confusão está noite
Não tem dono da minha vida
Minha mente não sente
Demência pelas palavras ditas.
Quanto mais afundo nas poças
O sono me vem em forma de morte
Está noite confusa de chuvas
Vermelhas caindo como meu sangue.
Marcelo Cardoso Nascimento.
quarta-feira, 2 de março de 2016
Inverídico, imperfeito, incivil!
Não me digo adeus pois para onde
Eu poderia ir longe de mim mesmo?
Não sinto mais o frio congelante
Minhas palavras soam como ermo.
Será que esqueci o que é ser
Alguém normal por três momentos
Por favor não deixe-me perecer
Dentro de mim mesmo.
Não quero ficar batendo na mesma
Tecla desafinada de meu piano
Pois o som que ela ecoa machuca
A ponto de me parecer escuro.
De não existir mais sonhos
Das lágrimas não mais cessarem
Do único destino ser só
Do meu olhar desaparecer.
Marcelo Cardoso Nascimento.
terça-feira, 1 de março de 2016
Uivos de meu desejo
Literário desejo de consumir-se
Em meio a névoa que rodeia
Todas as tuas belezas dentro das
Inconstantes do meu olhar
Curioso observando teu sorrir
Inesperado depois de uma breve
Atordoante história de minha vida.
Guardando pra si todos os meus
Uivos nesta noite de lua cheia
Eu não me canso de te olhar
Reagindo ao teu cheiro intenso
Respiro todos os desejos que você
Atraca dentro do meu coração.
Construindo aos poucos está
Alternativa única de eternidade
Significativamente sedutor
Teu jeito de me levar onde o teu
Amor quer chegar sempre
Nos momentos mais lindos
Habitando dentro de mim
Este amor que é teu e será
Inteiro nosso no futuro
Ressoando dentro do eco
A verdade dentro dos nossos olhos o
Seu coração que desejo tanto!
Marcelo Cardoso Nascimento.