sexta-feira, 4 de março de 2016

Noites confusas

Os meus sonhos são confusos
Todos os dias me vejo nas ruas
Andando com dois rostos
Estranha mistura de máscaras.

Pulo nas poças de sangue
todos os dias sem saber
Que é meu sangue inconsequente
Que jorra pelos dedos a escorrer.

Minha confusão está noite
Não tem dono da minha vida
Minha mente não sente
Demência pelas palavras ditas.

Quanto mais afundo nas poças
O sono me vem em forma de morte
Está noite confusa de chuvas
Vermelhas caindo como meu sangue.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Inverídico, imperfeito, incivil!

Não me digo adeus pois para onde
Eu poderia ir longe de mim mesmo?
Não sinto mais o frio congelante
Minhas palavras soam como ermo.

Será que esqueci o que é ser
Alguém normal por três momentos
Por favor não deixe-me perecer
Dentro de mim mesmo.

Não quero ficar batendo na mesma
Tecla desafinada de meu piano
Pois o som que ela ecoa machuca
A ponto de me parecer escuro.

De não existir mais sonhos
Das lágrimas não mais cessarem
Do único destino ser só
Do meu olhar desaparecer.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 1 de março de 2016

Uivos de meu desejo

Literário desejo de consumir-se
Em meio a névoa que rodeia
Todas as tuas belezas dentro das
Inconstantes do meu olhar
Curioso observando teu sorrir
Inesperado depois de uma breve
Atordoante história de minha vida.

Guardando pra si todos os meus
Uivos nesta noite de lua cheia
Eu não me canso de te olhar
Reagindo ao teu cheiro intenso
Respiro todos os desejos que você
Atraca dentro do meu coração.

Construindo aos poucos está
Alternativa única de eternidade
Significativamente sedutor
Teu jeito de me levar onde o teu
Amor quer chegar sempre
Nos momentos mais lindos
Habitando dentro de mim
Este amor que é teu e será
Inteiro nosso no futuro
Ressoando dentro do eco
A verdade dentro dos nossos olhos o
Seu coração que desejo tanto!

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Nossos olhares

O vislumbre em minha retina
E obserbado por tua lente
Nela percebo o reflexo que me fascina
Teu olhar de sorriso iminente
Todo brilho que jamais vi em minha face
Foi visto por você ao olhar
Dentro dos meus olhares assim
Em meio a confusão de verde azul, preto Castanho simplesmente me encanto
Torcendo no entanto pra que transpasse um sonho.

Que venha completo,
Que seja completo,
Que seja eterno!

Marcelo Cardoso e Letícia Guerra.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O Vesúvio de minha alma.

A calma acalenta a alma
Não deixa-me descalça
Ao sentir toda brisa
Que por um tempo só passa
Por dentro da minh'alma
Já acalentada no Vesúvio
Olhando de dentro do imo
O sorriso tímido escondido
Mas neste mundo tumultuado
A minha alma sente calma
Tão pungente que chega
A tornar-se êxtase fremente
A minha calma que hoje
Mora dentro de mim.

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Quando menino

Quando fui menino
Não sabia se brincava
Ou se me machucava
Mais que todo mundo.

Era hora que arrancava um tampão
E meu dedão sangrava
Mesmo assim a bola de rua
Não parava, menino sem noção.

Era a maior festa na chuva
Correr pra casa do Colégio
Ou pedalar até a Lagoa
Sentindo no rosto o vento frio.

Quando menino em meu tempo
Não existia pouca alegria
A vida era boa comigo
Mas vem a idade e com ela a maturidade.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Entendimento

Será que tudo que tenho e a loucura
Quem eu pude ser Pra você
Mas me desculpe em outrora
Por não saber ser o que quisesse.

Fico pensando nisto todo tempo
Em quem eu vou ser no futuro
E lamento por não ter discernimento
Pelo que quero ou pelo que escrevo.

Eu me vejo estaguinado por você
Com toda dor aqui lacrada
Eu não sei mais o que me deseje
Dentro da minha mente abalada.

Agora eu entendo o porque
Pra ter qualquer amor eu terei
Que me tornar alguém pra você
Somente assim eu viverei!

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Meus erros

Eu tinha um sonho que morreu
Quem nunca te amou?
Mesmo que se mate meu véu?
Sinto que tudo acabou.

Por isso o que sinto em meu coração
Foi o desprezo que você me deu
Todo mundo tem um sonho
Eu também tinha o meu.

Ele era você pois te dei meu céu
E você não quis dar valor
Penso no meu dia a dia o que aconteceu
Garota da minha TV.

Ontem não sei porque nada mudou
Foi melhor assim em todos os meus erros
Eu só queria não se quem sou
Ontem eu percebi o que eu fiz!

Marcelo Cardoso Nascimento.

Ódio canalizado

Queria não me sentir só
Procurando em mim uma direção
Procurando na vida longe do tempo
Dentro de uma decisão.

Mas ao voltar no tempo
Eu sinto ódio sim
Mas não quero fugir do abismo
Pois não cai e vi.

Que isso pode ser uma virtude
Por mais que seja mal pode ser uma vontade no
coração daquele que sabe onde
usar este sentimento!

Quem nunca te magoou?
Não queira sentir que tudo
Vai terminar ou que já passou
O que sinto em meu pequeno imo.

Marcelo Cardoso Nascimento.

Sorriso na cara

Eu não queria ser um ponto falio
Mas me senti assim por um minuto
Tem hora que e melhor deixar o tempo
Passar como ideias que são puro finito.

Já passaram e moreram
Facilmente não vejo por aqui
A verdade que me acordaram
E a que o mundo da voltas por aqui.

Quebro todo meu mundo e decubro
Que tudo foi ilusão além de nós dois
Pois já não me resta mais desejo
Manhãs tardes e noites.

Desisti de tentar mais uma vez
Tudo que poderia alcançar
Será que é tarde pra poder viver?
Não quero mais relembrar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Castelos de vidro

Meu Castelo de vidro cedeu
Junto a areia do mar ele se foi
Tudo com o que eu sonhei faleceu
Agora só destrossos que o tempo corroi.

Ser somente uma sombra do que restou
Ver pequenos feixes de luz
Entrarem pelas arestas sobre o que ficou
Iluminando o vazio salão da Cruz.

Meu Castelo de vidro sua alma perdeu
Agora em ruínas e apenas uma lembrança que já ruiu
Deixando mais uma vida.

Agora eu olho para o teto e só vejo estrelas tão distantes de mim
Onde não sinto as paredes do tempo
Mas sinto um vazio dentro de mim.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Carolina Belmiro

Eu juro que tentei
Eu jamais quis deixar
De te dizer o tanto que pelejei
Mas não posso deixar de falar.

Eu sei que está noite não
Será nossa última vida
Mas quero que seja a nossa paixão
O caminho que devo seguir na estrada.

Eu tentei esconder a tua beleza
Mas não tive escolha em mim
De todas as formas observa-lá
Eu só queria você em fim.

Eu digo que tentei como
Não consegui de sua extrema
Beleza fugir por um só segundo
Eu me entrego em tua alma!

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Lets' go

Sei que foi de mais poder te conhecer
Tudo foi rápido em começar
Sei que não fui um dia amanhecer
Tentei não mais me emportar.

Tentei achar onde errei com você
Mas não sei mais o que fazer
Não podemos mais nós entender
Pois te perguntei e você não soube responder.

Eu tive toda aposta e certeza
Em tudo que eu sonhei
Mas veio a decepção em forma de tristeza
Em muitas vezes eu pensei.

No que eu não pude fazer por você
Me senti um lixo na calçada
Quem disse que é melhor esquecer
Mas sei que com você nunca vou me entender.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Uma noite

Com passar de um tempo
As alegrias passam por mim
Ressoando em um simples
Olhar tímido os mais
Lindos sorrisos capaz de
Inebriar toda minha alma
Norteando todo meu pungente
Amanhecer em meio a
Brisa mais bela que sopra
Escrevendo no vento as
Linhas mais finas de uma
Mulher que no seu rosto
Irradia beleza e felicidade
Rescrevendo no meu sorriso
O desejo de ser eterno!

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Reason

Eu queria poder lhe dizer
A longa verdade escondida
Toda vez que me lembro de você
Eu jamais pude dizer sobre nossa vida.

Eu fui cruel em não dizer-te
O motivo real do fim
Pois deixei a razão enganar-me
Escondendo a verdade de mim.

Mas no ardor de todo amor
Eu compreendo que por um tempo
O fim não será uma eterna dor
Pois após o fim vem o recomeço.

Desculpe se quebrantei seu coração
Mas eu tenho um motivo pra deixar-te
Doloroso argumento da razão
No qual deixei possuir-me.

Marcelo Cardoso Nascimento.

Distorcidas

Sempre seria inconsciente
Independente se sobreviva
Ou torna-se demente
Conscientemente atônita
Lembranças do futuro
Distorcidas no passado
Um longo distúrbio
Inconsistente desejo
De eternizar-se ao vento!

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Broken Wings

Nas Luzes eu vejo a chuva
Caindo com o ar todo tempo
Sinto as gotas tocarem minha
Pele rasgando meu peito.

E quando olho para o céu escuro
Eu vejo mil anjos a chorar
A perda de suas asas em luto
Com lágrimas a derramar.

Será sempre assim?
A vida recomeçar em queda
Como se fosse o fim
Uma tempestade virtuosa.

Somente o tempo poderá dizer
Quais cicatrizes ainda vão ficar
Visíveis ao toque de um ser
Pra sempre em um olhar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Wanderful world

Sigo meu caminho pela velha estrada
Paro nos sinais ouvindo meu rock
Olho pro lado bom da vida
E para o lado escuro puro punk.

Não vejo sentidos onde sigo
Não vejo destinos no caminho
Sigo apenas o cheiro amargo
Que na vida me diz algo vergonhoso.

Eu não enxergo nessa escuridão as estrelas
Eu não posso toca-lás de tão distante
Como posso não enxergar minha bela
Estrela sobre tudo brilhante?

Pensando sempre onde vou chegar
Por essa estrada que olho pro céu
Querendo tocar minha estrela a brilhar
Mas é cada passo que dou a distância só me leva ao léu!

Eu jamais poderei deixar que meu caminho se apague por falta do teu brilho!

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Maracatu

Vento que se vai ao Sul
Anda onde eu jamais pisei
Nessa terra de ciranda
Entre ventre de passos
Sussurantes clarins de triângulo
Suítes de sertão vertente
A felicidade em pessoa tem nome.

Fervor fundido em suor
Este ser eloqüente
Retirado do aço com louvor
Registrando na sanfona
Em plano Sol sua beleza
Indiscreta como música
Ressoante como timbre do sertão
A liberdade de todo ser!

Sempre terá sua vida
Independente das feridas
Levantando ao sol
Várias glórias rodadas
Ao dizer forró mulher!

Uma homenagem a uma amiga.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Uma gota

Feche seus olhos anjo
Enquanto você não sai desta queda
Deixe que sua ressurreição
Seja sua nova vida.

Abra suas asas e plaine sobre o ar
Suba novamente ao céus
Não deixe minha escuridão te levar
Mais uma vez ao inferno.

Anjo olhe o tempo ja está acabando
As gotas que caiem da ampulheta
Derramam todas as lágrimas do peito
Onde não sinto mais meu coração pulsar.

Feche seus olhos e se imagine
livre de toda escuridão amarga
Pois o tempo que você teve
Já se foi e só lhe resta uma gota.

Marcelo Cardoso Nascimento.