quarta-feira, 18 de junho de 2014

Calma

No ímpeto inóspito
Eu vejo a luz segregada
Tirando-me a vida no inatingido
Trazendo toda culpa.

A calma na minh'alma que sobrepuja
No meu intimo pulso exala
Teu desejo mais escuro que lavra
A mesma alma acalentada que se acalma.

Ainda contudo que eu quero
Sinto que ainda existes em mim
E perjuras no tocar de um violino
A mais bela atração sem fim.

Porcelana branca que descobres
O que significa ardência e furor
E mais branca porcelana branca si és
Quando se tornas um puro amor.

Marcelo Cardoso Nascimento.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Venenos

Quando me perco nos teus braços
Sinto toda a volúpia do teu corpo
E quando sinto teus beijos
Arrepio meu desejo em tê-lo.

Seu cheiro me vicia
Envenenando-me a alma.
Sua boca me excita
Onde, porém na morte o teu sorriso me acalma.

Desprendendo de mim todo sedento
Quando tua pele beijo, desejo
Rasgar tua roupa no silêncio escuro,
Pequena porcelana em meu mundo.

Seu toque delicado acaricia o meu salivar
Onde meu estralar de dedos em teu corpo,
Domina todo teu fugaz veneno
Que por dentro me consome até eu não poder aguentar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 15 de junho de 2014

Acabo-me

Imaginando todo teu ser na plena carne
Revolto todo meu ser no cerne ventre
Com toques, gestos, gritos e grunhidos
Em momentos de pleno arrepio.

Curvo toda minha força
Em giros fixos dentro do pensar
Como se eu não pudesse pecar
Com toda essa indelicadeza.

E quando tudo acaba quando e que se acaba
Acabo-me por duas ou mais vezes em você.
Entre vem e vais de perversidades amadas
Derreto todo teu corpo doce.

Entrelaçando todo meu suor no teu juízo
Perco minha alma para teu desejo
Amor selvagem, verdadeiro gracejo
Rasgar de carne dentro do teu beijo...

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 14 de junho de 2014

Estômago

Embrulhei o caráter
Vomitei o orgulho
Guardei a língua
O ardente lapidar.

O fervente ciúmes
O ego comum
Tudo no resto do mês
E só mais um.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Pai do Mauro

Lá vem o trem...
Lá vem o pai do Mauro,
Da escola dava para ouvir
A brincadeira começar.

Adolescência cheia de gargalhadas,
Palhaçadas dos velhos amigos
Na tarde que tardava a passar,
Riamos mais do que estudávamos.

E quando o trem passava sobre os trilhos
Perguntávamos, e seu pai Mauro?
Pedro Amorim ressaltava as monocelhas
Que Mauro tinha cortado.

E quando tudo passava e o silêncio imperava
Mais uma vez vinha o trem.
Buzinando toda vez que passava,
E mais uma vez a brincadeira começava.

Marcelo Cardoso Nascimento.

Senhora Felícia

A vida que ata tardia Felícia
Tarda mas despreza,maltrata.
Onde não se tarda a malicia
Da jovem mal-amada raquitizada.

Dedos no tremulo olhar cético
Corrói a semelhança de uma vingança
Na mão branca de segurar apático
Em sua forma morta, doença.

Felícia amalgamada forte no desejo
Distorcida na palavra e correta
Na razão dentre ao seu ventre imo,
Pulsante esquizofrenia desamparada.

Envelhecida na madeira do carvalho
Lutas para o seu vingativo dia abordar
Mas que sua vida fique viva dentro,
De seu filho vingado quando há tua hora chegar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

Porcelana Branca

Pequenina porcelana
Que desliza sobre os pés
Leve como espuma
Pequenina ao revés
Como se tudo fosse grande
Como de fato és
A tua alegria incontida,
No sorriso branco.
Na altivez da tua grandeza
De fato vai ganhando o mundo
Que pequeno se torna
Perto do teu desejo,
De seu pequeno frasco
Contendo seu perfume flor
Assegurando que nada se perca
Por ser tão grande o teu amor
Comprimido, apertado está,
Em um nome, nome Heloísa.rar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

.Rar

Está tudo bem eu vi no teus olhos
Que está tudo bem pra nós
Então vou para mais um dia
Alegre e triste entre nós.

Sei que tudo parece estranho,
Mas lhe digo que me sinto melhor
Porque eu sinto que no seu olhar
Que tudo e verdadeiro...

Eu sinto...
Verdadeira emoção
Quando faço tudo errado
Eu me vejo olhando em você.

E percebo que tudo que
Eu tenho e você...
Então descubro que a vida
E simplesmente você....

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Cismas

No teu pequenino olhar
Eu encontro a admiração
Abaixo meu olhar em vergonha
Da tua bela demonstração.

Gesto simples de afeição
Todos os dias que lhe vejo
Sinto mais perto da emoção
E mais longe do sofrimento.

E de novo vejo seu olhar
E de novo beijo seu pensar
E Quando lhe vejo devanear
Percebo que sou eu a te olhar

E quando encontro lagrimas
Ao ver-te esconder o rosto
Mas de novo me vejo nas cismas
Do teu singelo sorriso.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Inconstância

Não sei se estou cansado ou se já cheguei ao fim da vida
Mas olho tudo que já fiz, será que vivi pela metade
Ou simplesmente não vivi nem a metade do carma?
Vendo tudo que hoje sou, só vejo um entrave.
Mas será que sou quem eu quero ser?
Tudo que os meus olhos enxergam e beleza
Tudo que meu coração sente são uivos
Estertores desfocados almejando saída
Será que um dia vou ser livre dos meus pensamentos?
Percebo que fiz tudo que foi errado
E onde desamparei minha alma?
Não senti o gosto do amor que eu queria sentir
Nem mesmo pude tentar fingir
Que eu fui amado por alguém,
Mas do que adianta dizer se nada vai mudar?
Quanto vejo a noite cair e mais um dia passar
Vou me deitar sem ter feito nada para mudar,
E quando o dia começa a despontar sinto
Uma vontade imensa de me afogar
Em toda aflição que sinto,
Em morrer por falta de opção!

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 25 de maio de 2014

Chuva de pétalas

Hipnotizado pela tua trilha sonora
Entendo o sentido do teu sorriso
Livre como a rosa única
Oscilante como brisa no inverno
Índice eloquente da alegria
Seu sorrir esplendoroso
Ao despertar na doce manhã.

Sobrepujas a cada dia
Teu intenso sentimento
Entre os buquês rosados
Flores que gosta tanto
Amor que se leva
Na folha de uma carta
Yes affirm your shine!

Neste meu pequeno dizer
Então deixo o vento
Voar com as estrelas do céu
E ás colocar no teu meigo olhar
Sintetizando na tinta que se vai.

Quando teu perfume ecoa
Uma chuva vermelha cai
Em pequenas pétalas
Inebriando os sorrisos
Rosados ao ver-te
O pequeno frasco da literatura
Zelando o amor que tens...

Marcelo Cardoso Nascimento.

Minha casa

Minha casa linda a noite
Obscura, sombria, insurta
Triste, vazia e fria no presente
Sem raios amarelos dentre a mata.

Pela porta de aço aberta
Vem tocar o chão o luar
Cinza como lagrima
Só pestanejando o seu entoar.

Na solidão de um chão
Vazio sem pisoteios
Esta minha casa de escuridão
Que sente falta dos gargalhei-os

Bela inocente ruptura
Como quintal de lapides
Esta minha casa grandiosa
Na qual descanso meu nome.

Marcelo Cardoso Nascimento.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Deborah Cristina

Even I can touch the air,
I would not live without you rejoice
I know not breathe amid the white snow
Because all my happiness has a name
She shines brighter than the full moon
Her to my heart, leaves me breathless.
Even I can touch the air
I could not live without you.
Because I love you?
I do not know the answer to this question.

But even I can touch the air
I want to be by your side forever,
Always and forever in your eyes
Fall in love and fall in love again
Even if I close my eyes
My heart will not stop burning for you
Even I can touch the air I would not
This joy in which Deborah love me
That's why my eyes and thy and
My smile and always will be yours ...

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 29 de março de 2014

Vacilão!

O que e seu ta guardado pois,
Eu não tenho dó da alma de um condenado.
Porque só Deus nos salva e nos julga,
Mesmo que a força seja não seja justa
Eu temo por minha conduta.
Mas esta história de um louco vagabundo
Que agiu de trairá...
Olhe na minha face e diga qual a sua postura?
Perdeu por ignorância em acreditar
Que somos todos iguais malandro!
O que e seu ta guardado por Deus!
Não preciso derramar o sangue imundo
Que corre em tuas veias falhas vacilão!
Essa e minha única declaração...

Marcelo Cardoso Nascimento.

segunda-feira, 17 de março de 2014

O que acontece hoje?

Mesmo que eu não saiba como viver sem a carne do teu Corpo, eu penso que jamais serei capaz de lhe sorrir.
Mas também quero um céu,
Nas condições que eu nunca teria pra reagir.

Como eu queria uma resposta,
Para que tudo fosse fácil para ambos.
Mesmo no desespero eu não quero te afogar em lagrimas,
Mas eu tenho pesadelos contínuos.

Ei meu amor! O que acontece hoje?
Ou amanhã quando tudo não ser o que pensei.
Eu não sei outro jeito de ser perfeito como você,
Pois você e tudo com que sonhei...

Eu não quero mais dormir,
Pelo medo de te perder eu já sei o que dói aqui dentro.
Eu só quero te fazer sorrir,
Sem perder aquilo que me deixa tranquilo!

Marcelo Cardoso Nascimento.



quinta-feira, 6 de março de 2014

Seis meses

Um caminho difícil a ser percorrido,
E no final deste caminho eu enxergo o fim.
Um caminho cheio de espinhos,
Que eu quase não intendo o porquê de ser assim.

Meu coração me diz que sim,
Mais minha mente se nega acreditar.
Que no fim deste seis meses terá um fim,
No qual eu sei que está a me esperar.

Eu me sinto muito confuso, assustado,
Com meu futuro a prova eu vou pensando.
Ao mesmo tempo que sinto-me triste por alguns fatos,
Percebo que jamais fui capaz de lhe dizer o que sinto.

Sei que será um mar de sacrifícios,
Seria eu capaz de aceita-los?
No fim deste caminho eu já não vejo mais meus sonhos,
Mas sim uma nova vida na qual eu não sei se sou capaz de vive-la!

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Não me faça sofrer

Eu devo ser um menino,
Por ser ingênuo por ainda não acreditar.
Em teus sentimentos,
Eu não vejo a lua brilhar.

Sei que e complicado pra você,
Demonstrar qualquer amor ou significativas.
Mas isso só me faz sofrer,
Porque eu te amo de mais mesmo que não haja justificativas.

Para esse sentimento que tenho,
Eu realmente te amo!
Não pergunte porque eu sofro,
Quando você não me atende, e o mesmo quando eu morro.

Por favor... mesmo que você vá embora,
Deixe que o tempo me corroa.
Não me destrua por sua simples beleza,
Pois eu não suportaria toda dor que já me atordoa!

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 20 de outubro de 2013

La Bruja Jully

Cada bruja tiene su belleza
Ya sea en la guerra o en el dolor
Ella puede ser loco o equivocada
Pero todavía tiene su belleza.

Su belleza y incogta,
A medida que su mirada oscura.
Donde nadie sabe su historia
Negro o transparente vivieron en el pasado.

Pero la bruja y la bruja que va,
La mosca en su escoba voladora.
Sin embargo, la distancia es desvai,
Maneras avergonzados por un páramo.

Aun siendo una bruja y su dulce,
Cuenta con una discreta sonrisa.
Y de hecho una hermosa incognata,
Sigue siendo una bruja hermosa y oscura sonrisa!

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

When The Angels Die

I do not get to be loneliness,
When I see many possibilities to be happy
But it seems that the devastation of the angels
Do not bring me more inspiration some
And when I remember your shut-eye
I feel the loneliness in the time it was.
Your body warm to cool in my hands,
I understand the loneliness.

I know that the angels might die,
And so I feel disappointment
The sorrow in your eyes when they
Close forever.

I just wanted to understand the pain of sin,
Because you took my life
Why did you take her?
I did not sleep much dreaming
With whole life I have not seen you have.
So because you went away.

I know that the angels might die,
And so I feel disappointment
The sorrow in your eyes when they
Close forever.

I do not get to be loneliness,
When I see many possibilities to be happy!

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Estação

Quanto tempo eu perdi aqui?
Vendo a vida passar sobre trilhos.
Enquanto eu observará a lua entre nuvens ali,
Eu pensei que tudo poderia ser melhor.

Como se toda idéia infundamentada eu pudesse concretizar,
Como se toda falta de realidade fizesse sentido.
Como se o despercebível fosse me cicatrizar,
Como se a tua alegria em mim fizesse um sorriso.

Só então eu percebo que nada passa de mentiras,
Que são apenas peças pregadas pela razão.
Acreditando que se pode doar lagrimas,
E dar risadas sem inspiração.

Quando vejo a vida passar sobre trilhos,
E o meu tempo estagnar.
Vejo quanto tempo perdi preso em motivos,
Que não fosse o meu próprio modo de pensar!

Marcelo Cardoso Nascimento.