sábado, 24 de maio de 2025

Descubra onde está a voz?

É algo que não sei dizer
Liga tudo que e ruim
Agente não vê
Saber e um só poder
Ainda onde eu ande mesmo
Belo seja o caminho
Tenso e a estrada cuja eu 
Hoje vivo!
Éu quero viver!

Da onde me dá vontade?
Ás palavras de amor 
Me tornam mais forte.
Inocente quem não aceita
Com o coração a salvação.
Onde tudo te leva ao céu!

Marcelo Cardoso Nascimento.


quinta-feira, 22 de maio de 2025

Esperança Tardia

Nasce a manhã com a mesma cor pálida,

o céu entorpecido de promessas quebradas.

Caminho entre sombras de dias que não foram,

com os bolsos cheios de nada.


A esperança essa traidora suave

sussurra em mim como se fosse brisa,

mas é vento de cemitério,

é vela que nunca acende.


Esperei no portão da alma aberta,

os olhos feridos de tanto horizonte.

Cada estrela uma mentira,

cada aurora, uma ironia.


Dizem que ela vem.

Dizem sempre.

Mas o tempo, cínico, ri por trás do silêncio,

e os ponteiros giram sobre o mesmo vazio.


Há um grito engasgado no relógio,

há uma oração presa no estômago.

A esperança não chega

mas continua avisando que vem.


E eu fico.

Fico na febre do quase,

na eternidade do talvez,

com a fé vestida de luto.


Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Ventos políticos

O que sopra ô ar em vários,
Quadros lados de um cômodo
Parece Leminski de Camões.

Meu pensar é diferente, inocente
Não sê agrada quem sente.
Também não se tem expressante

Chega a ser de fato repugnante.
Época quando um país não sofria
O mal estar de uma língua indecente.

Quem diz sobre tudo isso?
A não ser por nós o representante
Ou a cabeça da serpente, que observo!

Marcelo Cardoso Nascimento.


quinta-feira, 24 de abril de 2025

Relevância ou desejo?

Todos se cobrem de flores?
Querem o uniforme da morte?
Não pensam mesmo que seja a Ester?
Qual para eles é o norte?

Não faz diferença alguma?
A história só vai piorar?
Sim só vai, de alguma forma.
Não importa o que pensar.

Estamos fadados, a só observar
O que poderemos fazer?
Nada eu vejo, a não ser deixar
O que vai acontecer.

O mundo bateu cabeça, não sabe
Onde ele mesmo vai acabar.
É tudo uma história onde?
Ou onde ele deseja estar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Um por um.

Pensamentos irrisórios vem a mente
Abstratos de uma consciência 
Perdida entre várias demências
Borrões de uma vaga decência.

Assim caminha a minha humanidade
Sem saber entro o que aconteceu
Ou o que eu fiz sem deliberidade
Acarretando tudo que padeceu.

Morta como sempre, não tem distinção
É tudo o que tenho por dentro
Seja uma mera afeição
Ou um sentimento.

Mas me sinto bem, não nego.
Porque não me importo com ninguém
Seja no céu ou no abismo
Só vivo ao desdém de aquém.

Marcelo Cardoso Nascimento.

Mudança necessária?

Se me pergunto sobre algo?
Sim, sobre o dia á dia.
Um por vez, sem descaso
Pensativo no momento sempre que tardia.

Em meio esse mar, que sempre volta
Ás ondas pro mesmo ponto.
Parece tudo que me devasta
Sempre o mesmo ciclo.

Mas mesmo assim quero algo
Que seja conciso e diferente
É necessário romper o galgo
De cada dia intermitente.

Mesmo que só seja o caminho
Não me importo mais.
Há solidão é atraente no mundo
Onde algo dito foi jamais.

Marcelo Cardoso Nascimento.

Sobre ás águas de vidro

Sempre parece a mesma coisa
E sempre é a mesma ironia.
Me cansei de tudo dessa fossa
Desejo seguir a minha sintonia.

Não me importa o que ficar para traz
Seja várias vidas, ou algum desdém
Não me importo, com o que jás
No momento esquecido porém.

Há sempre aquela luz no fim
De um túnel que saída não tem
Só a lembrança de um assim
Onde nada é o que na vida vem.

Se tudo girava sobre o ódio?
Sim, mas fazer o que?
Nem todo amor e sódio,
E toda vida passa igual decalque.

Marcelo Cardoso Nascimento.

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

O tempo cura

Nem todo coração ferido pode
Dizer seguro de cura em si
Ele só tenta o que lhe tende
Algo que não esteja em sê.

Mesmo que ele reconheça
Toda dor de erro, mesmo que for
Qual a diferença em ter esperança 
Se nada vai ajuda-lo mesmo no ardor.

Amar e tão singelo, e tratado como
Algo que não estamos sofrendo.
Mas estamos sofrendo de medo
Por não ter um encontro.

Mudamos o mundo em flores
Temos medos, sinceramente
São só algumas preces
Que jamais se tornarão presente.

Marcelo Cardoso Nascimento.




terça-feira, 15 de outubro de 2024

Minhas visitas

Nada me muda, não importa o branco
É só novas telas que pinto
Posso ser a pior pessoa no elenco.
Às que não vai de absinto.

Eu aprendi amar, da mesma forma
Que tu sumiu, de repente.
Eu choro todos os dias da mesma
Forma que eu me  sinto demente.

Eu posso amar o mundo.
Mas não sou jesus, sinto falta.
Faltou á bomba de novo
É quem me controla.

Eu sou que sou, só me falta.
A minha própria falta de descanso.
Às penso se é contigo á demanda
Aí vejo que e só comigo.

Marcelo Cardoso Nascimento.



quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Saber o que se sente!

Arranquei minhas asas
Eu não vejo mais a vida.
Onde é o eterno às graças?
Eu não sei de mais nada.

Você sabe tudo de mim
Até na minha dor sem fim.
É brincadeira todo dia
Não se importa com a empatia.

Eu vivi por você. Não a nada
Que diga eu te odeio...
Eu perdi minhas asas,
Só pra te amar.

Eu tenho olhos ardendes todos os dias
Parece pimenta lambida do prato.
E mesmo assim eu vou chorar 
Coração não sente o que tá no peito!

Marcelo Cardoso Nascimento.


sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Eu me sinto errado.

Eu posso contar a lágrima que cai
Eu não sei mais um jeito de morrer.
Eu não sei mais o que me destrai 
Eu não lembro ser chamado de senhor.

Eu vejo lágrimas entre whiskys
Eu só vejo minha vida se esvaziar
Eu vejo todos os dias, mondeys
Eu vejo cada dia uma derrota.

Marcelo Cardoso Nascimento 

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

O lírio em alto mar

O lírio floreia, onde quer que for
Eu não sei onde está a rosa
O que diz o antúrio á sua dor
Ninguém sabe qual semente seja.

Toda rosa que eu vivi um dia
Foi pleno plantio, vida verdadeira
Brotando como uma filha tardia
Sedenta por sua própria vida.

Como um vendaval veio a noite
Dizendo vários tisunames
Destruindo toda minha mente
Vindo como vários peixes.

Me destruiu o muro das rebentações 
Hoje não sei se sou flor ou se mar
Vivo tristeza em reflexões
Sem saber o que sonhar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 3 de agosto de 2024

Será uma questão?

Será que eu desisti de mim mesmo
Será que me entreguei ao fundo poço
Será que não sei mais o que desejo
Será possível um dia construir um desejo
Será que um dia me livrarei dessa dualidade
Será que uma hora eu viva a intensidade
Será que morra em mim á insanidade
Será eterna dentro da minha individualidade
Será tudo que eu tenho dentro de meu coração
Será minha mente me pregando a desilusão
Será meu coração em plena confusão 
Será toda essa falta de percepção 
Será meus gritos em agonia
Será meu desespero em armonia
Será que com essa falta de empatia
Será que não sinto mais simpatia
Será tudo isso apenas meu ser?


terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Lembrança

A tristeza e relembrar de tudo
Que era lindo e se foi.
A tristeza é pesar na alma o
Imo que agora se dói.

Não há alegria no olhar vago
Que a tristeza interra.
Não há sorriso disfarçado
Que o coração almeja.

Sem a importância de um ser
Só resta a irrelevância da vida.
Que por mais que pareça ter,
Amor, está por toda vazia.

Quando me vejo penso
O quanto em ti, me arrependo.
Pois de eu não me esqueço
Nem mesmo por um arpejo.

Marcelo Cardoso Nascimento. 




segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Ao caminhar.

Quem me tornará mais forte
Se não na ansiedade de tua dor
a minha lágrima derramas-te
Ao teu chorar em clamor.

Eu não sei o quanto e grande
A dor que sentes presente
Dentro de teu peito ardente
Feito pétala insinuante.

Mas quero que no meu ar
Durma a respirar encanto
Como criança a ninar
O teu simples acalento.

Em mim todo destino
És vivido em sentir-ti
Meu traçado meu caminho
Onde não a medo só o sorrir.

Marcelo Cardoso Nascimento.



terça-feira, 24 de outubro de 2023

Íntimo

Por vários caminhos eu andei
Até chegar de onde eu estava perdido
E nesta calmaria que um dia sonhei
Por ela encontrei meu pequeno imo.

Então surpreendentemente
O imo petrificado aos poucos
Foi se transformando até que
Ouvi seus primeiros batimentos.

O que era frio, gélido e triste
Agora bate, grita, desabafa
Então o meu amor se fez presente
Onde apenas o silêncio imperava. 

Mas quando percebi no fim
O inverno veio devastador 
E me perdi no gélido ardor
E não me aqueci no calor, do teu amor por mim.

Marcelo Cardoso Nascimento.
Thayssa Freitas Soares.





sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Todas ás palavras.

Cada momento em que a noite cai
Eu vejo tudo o que eu mais,
Tinha era simples em te dizer
Të dua shumë dashuria ime.

Cada dia que se esvai ao relento
Ás lágrimas vão caindo em um lago
Que se torna tão denso como
Ich sage, ich liebe dich.

Mas tenho há ampulheta do tempo,
Pra dizer, mon amour pour toi
Na qual uso pra guardar aqui dentro
Tudo que meu coração é!

Ele é apenas você e nada mais
Che il mio amore per te.
Estás são todas ás quais
Palavras que quero lhe dizer sempre.

I love you with all my heart, I hope one day to make you happy forever!

Marcelo Cardoso Nascimento.












terça-feira, 27 de junho de 2023

Volta logo por favor

Quem sou eu?
Eu não sei 
Só quem sabe é Deus
E fico feliz.

Pode não perceber
Mas eu acredito no salmo
Que está ao meu lado sem perceber
Mesmo que minha alma perecer.

E que vida eu tenho?
Já não e nenhuma
Por favor toma meu tempo
E não deixa

Nenhuma vida desamparada
Eu oro por todos
Por favor, toma tudo que é tua
Por nós todos.

Eu sou um pecador
Mas eu te peço, não tarda mais a hora
Eu já não suporto a dor 
Que essa volta demora.

Marcelo Cardoso Nascimento.



quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Meu caminhar

Meu caminhar arrastado me leva
As dunas do deserto onde
Minhas pegadas fazem poeira
Deixando somente o semblante.

Cansado de si mesmo
Perplexo com às correntes
Que derramam esse sangue negro
Que mal toca os dentes.

E preciso partir para um novo
Destino criar sem poder
Olhar o próprio passado
E criar um propósito entender.

Um limítrofe destino
Algo que que meus pés
Cansados querem alento
Descansar neste oases.

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 5 de novembro de 2022

Nas paredes e arranha céus

Eu vejo meu beija flor
Pousar no encanto
Desse arpoador
De céu fogo e finito.

Trazendo com amor 
Toda vida de um vento
Na tarde em flor
Na alegria de pensamento.

Acalenta a calma 
Que de tanto bater asas
Faz flutuar a alma
Nas brasas de brisas.

Beija flor que  no beijo
Despetala a flor viva
Que no ímpeto desejo
Se torna fruta.

Marcelo Cardoso Nascimento.