sábado, 30 de agosto de 2014

Sábado, 30 de agosto de 2014

O que se dizer do tempo quando se está só?
Vendo que o mundo girar em linha reta seguindo
as curvas do universo situando o corpo nulo
Sinto que tudo e como se já estivesse no passado
Pois mais um dia se foi e eu no passado o que fui?
Sinto que já perdi todo meu tempo sem lugares ou sonhos que nunca descobri...
E em dias como este penso que escrever faz bem para minha alma
Que olhar nos olhos e mais do que pronunciar declarações ou mesmo
Esboçar palavras vazias de conteúdo Tentando entender o mero detalhe
De como viver a verdade!

Marcelo Cardoso Nascimento

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Chuva de novembro

Toda vez que viajava pro seu lar
Escutando a chuva de novembro tocar
Eu pensava que tudo seria sonhar
Um dia sempre do teu lado acordar.

Desenhava pingos na janela embaçada
Vendo que a hora já chegava
Que no meu amor eu ia dar uma chamegada
Era tudo o que eu queria na ultima parada.

Eu sonhador de mais pensava no futuro
Mas meu destino foi deixar você voar
Sem minha aliança no dedo
Por um mês pensei se podia voltar.

E hoje eu vejo que na chuva de novembro
Eu não estarei mais com você
Que o seu lar já virou passado
Pois minha ultima parada hoje e o sorriso em outra face!

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 19 de julho de 2014

Bolo de arroz

Um copo de arroz...
E eu já penso em voar
Um copo de leite...
Sinto que sou um atroz
Três ovos...
Tudo e um simples deleite
Um copo de açúcar...
Sentir todos os ventos
Um e meio copo de óleo...
Sentir a nunca ficar
Uma pitada de sal...
Mas nesta vida tudo e corpóreo
Coco e queijo ralado agosto...
Vejo que tudo isso não e mal
Uma colher de fermento...
Sei que de muito e desejo
Mas só eu sinto este sentimento.

Mesmo que a vida seja só um preparo

Eu deixo descansar o branco sonho por cinco horas
E vivo ate bater todos os sentidos ingredientes
Como se a vida me despeja-se em uma forma untada e pré-moldada
Passando por este sol que nós assaria sem ser clemente!

Marcelo Cardoso Nascimento.

Coragem

Quando escuto som de violino
Eu penso em toda chuva que cai
Mas paro e penso em quanto
Você foi forte em plena água que se vai.

Mesmo corpo que de um violino
Você foi violenta como zumbi
Eu jamais imaginei que tudo fosse desejo
De sentir do que eu sou feito como se.

Eu não enxerga-se tudo isso,
Eu sentiria que um dia você faria
Toda vontade contida no teu imo
Mesmo que fosse minha avaria...

Eu admiro você Porcelana frágil
Por mais que seja branca assegurar
Que eu não me destrua só e viril
Como se eu sou em plena força a levar!

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Sentidos

Carro de lata
Avião de papel
Cartas na aguá
Olhos no céu...

Cada passo com seu compasso
Cada marcapasso com seu ritmo
Cada vida ditada no que não posso
Citada em pleno colapso!

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 13 de julho de 2014

Memoria

Toda lagrima que caia do teu olhar
Será sempre nossa lembrança
Mesmo que não seja eu a chorar
E sim seja a tua lagrima no meu coração a evaporar.

Eu sei que por mais que o tempo passe
Eu nunca deixarei de te amar...
Serei como o ladrão que rouba uma face
Só pra te deixar feliz sem questionar.

Pois apenas atendo quem me ama
E nessa noite peço que faça te olhar
Mesmo se você dormir fora da cama
Eu me colocarei a te deslumbrar.

Toda lagrima que cai do teu olho
Será como toda minha memoria
Pois sei que quando eu morrer depois de velho
Ainda sim continuarei amando você na tua lagrima notória!

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 12 de julho de 2014

Infortúnio

Sempre que olho pra você eu
Sonho com toda beleza que o seu rosto
Me faça pensar mesmo que este pensamento seja alcançar o céu
E tudo isso me faz entender que o sentimento.

Nada mais e do que...
Você em mim eu sei!
Não sei o que você me diz que
Só sei que seu sorriso e tudo que eu sei...

Mesmo que pareça estranho todo teu sorrir
Eu não consigo parar de te olhar
Pode parecer loucura te sentir
Mas eu confesso tua beleza me só faz paralisar.

Eu sei que e meio fútil dizer mas
Teu jeito violino me enfraquece.
Mas mesmo o que quero dizer como o mar
E que sua beleza Heloísa Queiroz eu nunca vou deixar de enxergar-te!

Marcelo Cardoso Nascimento.

Teu olhar

Acho interessante como seus olhos
Abrem depois da meia noite
Só eu posso dizer que o melhor,
E enxergar teus olhos.

“Toda mais valiosa vida
E nessa noite espero que
Todo teu olhar seja
Apenas o que eu chamo!”

Te desejo somente pelo olhar
Porcelana Branca te ver
Cantar como teu passo em cada meu caminhar
Que te faz entender todo meu viver.

Apenas me ame!
Eu que sempre sonhei...
Amanhã, será nosso futuro eu te amo.
Pois eu te amo de verdade como nunca pensei!

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Liberdade?

Só queria estar dentro de um vidro
Imaginando como seria tudo se eu não
Tivesse ido até onde eu enxergo
Penso que seria tudo em vão.

Toda especie de valor, alegria, tristeza
Ou até mesmo alegria e sentimentos
Espero não estar errando na espera
Indo de contra todo os meus desejos.

Eu só quero entender porque meu mundo
Por mais estranho que pareça eu não possa
Fazer diferente das outras vezes na qual fui acometido
Tudo isso que eu quero que se faça.

E quando o vidro se quebrar de fato
Poderei ser livre de mim mesmo
Livre dos meus próprios pensamentos
Como palavras apagadas no vento!

Marcelo Cardoso Nascimento.

Doenças

Tudo que a vida me deu nunca
Se passou pela minha cabeça
Pois tudo que você imagina
Eu nunca pensei nada a respeito.
Pois na minha mente demente
Tudo e diferente!

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Pôr-do-sol

Tarde que finda repousa toda majestade
Observo montanhas de fogo ao anoitecer
Na companhia de uma viva felicidade
Eu vejo um astro se deitar quando outro dia amanhece.

Do alto de um paralelepípedo sinto
Todo amor que tu tens por mim
Eu vejo o céu queimar aqui dentro
Do meu coração enfim...

Então devaneio-me com toda beleza
Que não só vejo no findar da tarde
Mas quando toco todo o meu pôr-do-sol
E percebo que mais um dia já e noite.

E quando toda majestade ressurge do outro lado
Eu vejo que toda poesia ainda esta comigo
Caminhando ao meu lado e bailando
Como se fossemos um belo pôr-do-sol.

Marcelo Cardoso Nascimento.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Um instante

Ontem eu vi que o meu maior pensamento
Só me traz tristeza, dor, solidão...
Pois sei que em mim será somente sofrimento
Este sentimento que aos poucos mata meu coração.

Sei que e teu desejo ter sonhos
Mas mesmo que vier noites traiçoeiras
Este sentimento pode até me fazer chorar
Mas quero ver você realizar todos os teus sonhos.

Por isso escrevo esta poesia em plena solidão
Para tentar trancar dentro dela todo
Esse sentimento fora do meu coração
Que eu não quero dentro de mim me causando dor.

E com o tempo será a tua alegria que em mim reinará
Por todo tempo e por toda nossa vida
Que no fim de tudo eu possa sentir o eu te amo
Mas espero que nesse meu tempo não será...

Marcelo Cardoso Nascimento.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Minhocas

Minhocas vem escavando
Fundo a cada buraco dentro da terra
Rosa cheia de gosma em um mundo
Buracos profundos curvos funis
E quando achamos que as ideias acabam
Voltam as minhocas novamente
Embaralhando toda forma livre pensante
Minhocas, ideias ou adjetivos...
O que será de nós sem a duvida da escolha!

Marcelo Cardoso Nascimento

terça-feira, 24 de junho de 2014

Carta

Quando recebi tua carta eu me vi
Em meio ao diferente mundo antigo
Mas vi também meu sorrir surgir
Quando tuas palavras eu pude não somente ler.

Mas sentir toda a verdade ali presente
Foi como ver que a lua atava no meu quintal só pra mim.
Me desejando todo o seu amor fluente
Que ela me daria, me dedicaria todo seu amor sem fim.

Porcelana branca eu não sei o que dizer
Mas sei que você ilumina todo o meu
Alegre, tímido e distinto viver
Sei que para onde eu for você será o meu céu.

Por isso lhe envio esta carta dizendo
Todo o meu conhecimento de que o meu
Amor está contido nela somente pra você ler
Que meu amor por você e somente seu!

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 22 de junho de 2014

Tua resposta

Não há vela, lamparina ou fogueira, que possam iluminar o que há de mais precioso em mim, por você. As estrelas talvez cheguem perto. Perto. Mas nada exato. Exato é só aquilo que sinto por você, em um dia de sol, debaixo da lua cheia, olhando as estrelas ou de olhos fechados!

Heloísa Queiroz.

Meu dizer

Faz com que se a luz se apagar
Eu não precise te procurar
Pois sei que tudo que ha de você em mim
Eu já teria encontrado de luzes apagadas!

Marcelo Cardoso Nascimento.

sábado, 21 de junho de 2014

Lacônico

Caminho errante desviando meu ecoar pensante
Desejo no que eu realmente quero em mim
Obscura loucura tenho como frustrante
O meu errar longe de onde e o fim.

Caminhos cruzados distintos
Todos curvos sem lugares
Chegando em lugares onde não a destino
Revirando tudo que e moral ou prazer.

Vou desistir de despir-te sempre que anoitece
Porque arrependo-me tardiamente quando sonho
Essa vontade irrefreável que me controla a velhice
Um caminho antigo sem fim no fino pulso.

Desejo envolver-te em meu ninho carvalho
Que és tão ao longe de todo o meu caminho
Trilhado até hoje em um amor conciso
De curto sustentar ao longo do meu desalento.

Marcelo Cardoso Nascimento.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Calma

No ímpeto inóspito
Eu vejo a luz segregada
Tirando-me a vida no inatingido
Trazendo toda culpa.

A calma na minh'alma que sobrepuja
No meu intimo pulso exala
Teu desejo mais escuro que lavra
A mesma alma acalentada que se acalma.

Ainda contudo que eu quero
Sinto que ainda existes em mim
E perjuras no tocar de um violino
A mais bela atração sem fim.

Porcelana branca que descobres
O que significa ardência e furor
E mais branca porcelana branca si és
Quando se tornas um puro amor.

Marcelo Cardoso Nascimento.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Venenos

Quando me perco nos teus braços
Sinto toda a volúpia do teu corpo
E quando sinto teus beijos
Arrepio meu desejo em tê-lo.

Seu cheiro me vicia
Envenenando-me a alma.
Sua boca me excita
Onde, porém na morte o teu sorriso me acalma.

Desprendendo de mim todo sedento
Quando tua pele beijo, desejo
Rasgar tua roupa no silêncio escuro,
Pequena porcelana em meu mundo.

Seu toque delicado acaricia o meu salivar
Onde meu estralar de dedos em teu corpo,
Domina todo teu fugaz veneno
Que por dentro me consome até eu não poder aguentar.

Marcelo Cardoso Nascimento.

domingo, 15 de junho de 2014

Acabo-me

Imaginando todo teu ser na plena carne
Revolto todo meu ser no cerne ventre
Com toques, gestos, gritos e grunhidos
Em momentos de pleno arrepio.

Curvo toda minha força
Em giros fixos dentro do pensar
Como se eu não pudesse pecar
Com toda essa indelicadeza.

E quando tudo acaba quando e que se acaba
Acabo-me por duas ou mais vezes em você.
Entre vem e vais de perversidades amadas
Derreto todo teu corpo doce.

Entrelaçando todo meu suor no teu juízo
Perco minha alma para teu desejo
Amor selvagem, verdadeiro gracejo
Rasgar de carne dentro do teu beijo...

Marcelo Cardoso Nascimento.